A zona do Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré, com o seu Jardim Oudinot, é a “porta turística” do concelho de Ílhavo, local procurado por imensa gente, tanto locais como forasteiros.
No entanto, o aglomerado urbano apresenta um conjunto de casas bastante degradadas, muitas delas ameaçando ruína iminente, nomeadamente a fileira de pequenas casas situadas frente à parte antiga do Jardim Oudinot do lado norte da Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, e também o edifício que ocupa o espaço entre os baluartes sul e norte do velho forte da barra de Aveiro, à face da estrada.
Também do lado sul do pequeno jardim fronteiro à capela encontra-se um conjunto de imóveis a necessitar de intervenção, tanto em termos de consolidação como de restauro, como já aconteceu com alguns imóveis situados próximo da capela, incluindo o próprio templo.
Nos últimos anos, têm sido avançadas várias “ideias” para dignificar aquele aglomerado urbano, nomeadamente com a instalação de uma unidade hoteleira, tendo-se falado mesmo numa unidade da rede Pousadas de Portugal, e ainda da criação nessa zona de um núcleo museológico para expor os vestígios arqueológico-marítimos encontrados na Ria de Aveiro.
O Forte da Barra, com os seus dois baluartes, um dos quais aparentemente nunca foi concluído, é o único imóvel classificado existente em toda a área das Gafanhas, tendo sido classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto n.º 735/74, de 21 de Dezembro de 1974. Ainda com origens desconhecidas, este forte pode remontar aos inícios da década de 1440, quando esta região pertencia ao Infante D. Pedro (filho do rei D. João I), Senhor de Aveiro.
A Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, com linhas arquitectónicas únicas na região, começou a ser construída no dia 3 de Dezembro de 1863.
Cardoso Ferreira
