Presidente da República homenageou Florinhas do Vouga

Instituição aveirense recebeu medalha e título de Membro Honorário da Ordem do Mérito.

 

A instituição particular de solidariedade social (ipss) Florinhas do Vouga foi homenageada pelo Presidente da República, em Lisboa, no dia 29 de abril, com o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito. Cavaco Silva homenageou um conjunto de personalidades e instituições de solidariedade social, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém, no Dia Europeu da Solidariedade e Cooperação entre Gerações.
Além da instituição diocesana aveirense foram homenageados com o mesmo título a Associação da Creche de Braga, a Associação Popular de Apoio à Criança de Vila Franca de Xira, o Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos, os Lares da Boa Vontade e a Obra Diocesana de Promoção Social.
O Presidente da República agraciou ainda, com diferentes graus da Ordem do Mérito, as seguintes personalidades: P.e Lino da Silva Maia (grande-oficial); Alfredo Castanheira Pinto, António José Martins Lopes, Luís Villas-Boas e Manuel José Cardoso Matias (comendadores); e Albino Martins e Cláudia Martins (oficiais).
O Presidente, conforme nota da Presidência da República, “quis distinguir pessoas e entidades cujo trabalho em prol dos mais frágeis da sociedade tem sido fundamental para a coesão social em Portugal”.
Representando as Florinhas, recebeu a distinção a professora Lucinda Tavares, que integra a direção desta ipss diocesana e é responsável pela área da Educação. Em Lisboa, as Florinhas estiveram representadas por quatro pessoas, incluindo a diretora geral, dr.ª Maria de Fátima Ferreira, mas não o presidente da direção, P.e João Gonçalves, por se encontrar doente, como tem sido noticiado. O sacerdote, contudo, dirigiu uma mensagem aos funcionários e voluntários das Florinhas realçando que a distinção “alegra, mas responsabiliza”. “Ficámos contentes com esta distinção de gratidão e reconhecimento, mas isto responsabiliza-nos para o futuro, para fazermos mais, melhor e sempre, para estarmos sempre atentos às carências atuais e às que vão surgindo”, resumiu ao Correio do Vouga. “É um prémio que dá visibilidade e compromete”, rematou.

 

Presidente da CNIS agraciado
Entre os distinguidos esteve o P.e Lino Maia, que é presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). O sacerdote portuense disse à Agência Ecclesia, à saída do ato, que o setor social foi o “único” em que nenhuma instituição encerrou, ninguém foi despedido, mas com “menos meios” houve “aumento de emprego”.
Sublinhou que “não houve cortes [nos apoios estatais] às instituições mas pedido de mais apoios, mais serviços. Houve diminuição da coparticipação dos utentes muito significativa mas não se desistiu de ninguém”.
Segundo o presidente da CNIS, a crise “não está vencida”, mas Portugal “não sentiu tanto as dores” porque as pessoas no seu quotidiano, nas “aldeias mais pequenas”, souberam agir em favor do próximo.