Bispo de Aveiro aos novos padres: “Sede sinal de bênção de Deus rico em misericórdia”

Pedro Barros e João Santos
Pedro Barros e João Santos

João Santos e Pedro Barros foram ordenados no domingo, 12 de julho. D. António Moiteiro sugeriu atitudes para a renovação das comunidades.

 

O Bispo de Aveiro pediu aos dois novos padres para serem sinal de bênção de Deus onde se encontrarem. “A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. Onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia. Esta é a nossa missão e a que vos é dada pela ordenação sacerdotal. No exercício do vosso ministério, sede sinal da bênção de Deus rico de misericórdia”, disse D. António Moiteiro no final da sua homilia, momentos antes de ordenar João Santos e Pedro Barros.
Na celebração, que decorreu na Sé de Aveiro, na tarde de 12 de julho, além do Bispo de Aveiro, dos padres, diáconos e comunidades, participou D. José Traquina, bispo auxiliar de Lisboa, que foi pároco de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, onde colaborou Pedro Barros enquanto seminarista, e diretor espiritual dos dois jovens. No início da Missa, D. António Moiteiro recordou que naquele dia completavam seis anos de ordenação o P.e João Manuel Gonçalves e seis diáconos permanentes.

 

Atitudes para a renovação
Além de pedir aos novos padres que sejam sinal da misericórdia de Deus, o Bispo de Aveiro sugeriu a todos algumas atitudes para renovação das comunidades cristãs. “Perguntemo-nos: Que transformação é possível e necessária na nossa vida e nas nossas paróquias? É possível a conversão a uma nova forma de conceber e viver em Igreja? Onde encontrar forças para a renovação pastoral que estes tempos exigem de nós?”, questionou o Bispo de Aveiro. E apontou “algumas atitudes” que todos devem cultivar.
A primeira é promover o encontro pessoal com Cristo. O contrário é “construir o edifício cristão sobre areia e não sobre rocha firme”. Recordou, neste sentido, o Papa Francisco na exortação “A Alegria do Evangelho”: «Convido todo o cristão – e hoje de um modo particular cada um de nós sacerdotes, acrescentou – a renovar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar dia a dia sem cessar». A principal motivação do evangelizador é, por um lado, o amor de Jesus que recebemos e experimentamos na nossa vida e, por outro, a experiência de sermos discípulos”, disse D. António Moiteiro.
A segunda atitude passa por centrar-se no essencial do Evangelho. “A renovação da Igreja só é possível a partir do coração do Evangelho. Por isso, temos de procurar que o nosso trabalho pastoral se centre no essencial do Evangelho, no anúncio de Cristo ressuscitado”.
A terceira atitude consiste em ter o Reino de Deus como horizonte da vida, porque “a proposta do Evangelho não é apenas viver uma relação de amor pessoal com Deus ou com aqueles que estão à nossa volta. É muito mais do que isso. A proposta é o Reino de Deus; trata-se de amar a Deus, que reina no mundo. Na medida em que Ele conseguir reinar entre nós, a vida social, a vida do mundo, será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos”.
No final da celebração, agradecendo a Deus o dom do sacerdócio ministerial, o Bispo de Aveiro apelou ao cultivo da santidade pelos padres. “É pela santidade que Deus se torna mais visível”, disse.
J.P.F.

 

Da universidade de Aveiro para o Seminário

 

João Santos e Pedro Barros têm em comum o facto de serem licenciados pela Universidade de Aveiro. O primeiro é formado em Engenharia do Ambiente (2004); o segundo, em Novas Tecnologias da Comunicação (2007). Ambos frequentaram o CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura – organismo da Diocese de Aveiro para a pastoral do ensino superior) e entraram para o seminário (primeiro o de Coimbra, com ano propedêutico em Leiria, a seguir o do Patriarcado), em anos diferentes, depois de concluída a formação universitária.
João Santos, 34 anos, é natural de Canedo (Santa Maria da Feira) e colabora atualmente nas paróquias da Gafanha da Nazaré, Gafanha do Carmo e Gafanha da Encarnação. Preside à Missa Nova na sua terra no dia 19 de julho, às 16h (na segunda-feira, 15, rezou na Gafanha da Nazaré para as três paróquias que serve).
Pedro Barros, 29 anos, natural da freguesia de Santa Joana (Aveiro), trabalha na paróquia de Aradas. Preside à Missa Nova na sua terra no dia 19 de julho, às 16h.
Não se sabe, no momento, se no próximo ano pastoral os novos padres continuam nas atuais paróquias.