Ana Maria do Carmo fez profissão solene de carmelita

Ana Maria do Carmo recebe o lenço preto das mãos do Bispo de Aveiro
Ana Maria do Carmo recebe o lenço preto das mãos do Bispo de Aveiro

Consagração religiosa é forma de responder ao batismo, diz Bispo de Aveiro, pedindo às carmelitas que sejam “oásis”.

 

A Irmã Ana Maria do Carmo viveu a sua profissão solene de carmelita descalça, na tarde do dia 10 de janeiro, primeiro com grande serenidade, depois com largos sorrisos.
Natural de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo), de uma família de nove irmãos e um tio padre, Ana Maria da Cruz Cunha Viana começou por ser religiosa das carmelitas missionárias (vivem em comunidades, mas não em isolamento), em Beja. Viveu depois, durante uns anos, na comunidade que a congregação teve em Veiros. Regressou ao Alentejo, quando a comunidade saiu da Diocese de Aveiro, mas manteve ligação com o Carmelo de S. Bernardo, da mesma família religiosa, mas dedicado à oração, “longe do mundo”.
A profissão foi feita de mãos dadas à superiora do Carmelo, a Irmã Conceição, que a seguir lhe impôs o lenço preto, numa celebração presidida pelo Bispo de Aveiro, com a presença de D. António Vitalino, Bispo de Beja, padres das dioceses de Aveiro e Viana do Castelo, padres carmelitas, religiosas carmelitas missionárias, familiares e cristãos de Veiros e de outras comunidades.
O ato, aos 51 anos, representa “uma identificação com Cristo pobre, casto e humilde”, disse o Bispo de Aveiro. Significa que “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”, disse, citando São Paulo. No dia litúrgico do Batismo do Senhor, D. António Moiteiro sublinhou que a consagração religiosa é uma consequência da consagração batismal de todos os cristãos, “um seguimento de Jesus com radicalidade na vida de cada dia”.
Aproximando-se o fim do Ano da Vida Consagrada, D. António Moiteiro pediu à comunidade do Carmelo de Cristo Redentor, que é atualmente constituída por 19 religiosas, que continue a “ser oásis” e a “construir comunidade, que é o melhor reflexo da presença de Deus”. Às carmelitas missionárias, que viram a Irmã Ana Maria do Carmo sair da comunidade, disse: “Quando damos, Deus dá mais. Deus recompensa”.
D. António Vitalino, também ele um padre carmelita, felicitou a religiosa que andou pela sua diocese, que “é um deserto mas com alguns oásis”, e que “gostou tanto de Aveiro que acabou por vir para aqui” e pediu ao Carmelo de Aveiro que ajude a “rejuvenescer o Carmelo de Beja”.

 

J.P.F.