Consagradas na Diocese de Aveiro – 5 História da presença das Irmãs Franciscanas de Calais, hoje, Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, na Diocese de Aveiro.
O ideal franciscano, enraizado no Evangelho de Cristo não tem fronteiras. Depois da morte de São Francisco de Assis, os que o seguem continuam a reconstruir a Igreja, a viver a Paz e o Bem.
A Congregação das Franciscanas de Calais, fundada no século XIX, tem as suas origens mais profundas na Idade Média, uma vez que as três casas que se vão unir, no século XIX, para formar o Instituto de Calais, encontravam-se filiadas numa comunidade da Terceira Ordem Regular estabelecida em Saint-Pol, no norte de França, desde o século XIII, mesmo antes da morte de São Francisco, que ocorreu em 1226.
Em 1851, o Bispo de Arras decidiu reunir as sete comunidades franciscanas existentes na sua Diocese numa só Congregação, encarregando Monsenhor Duchene, sacerdote diocesano, de cumprir esta missão. Em 1853, animadas por um extraordinário acto de fé, as setenta e cinco irmãs das sete comunidades assinaram um compromisso de fidelidade e todas renovaram a sua profissão religiosa.
A 30 de Maio de 1854, a Irmã Louise Mabille, fundadora, é nomeada a primeira superiora geral da Congregação da Franciscanas de Calais.
PRESENÇA DAS IRMÃS FRANCISCANAS DE CALAIS NA DIOCESE DE AVEIRO
Ílhavo, 1876-1910
As irmãs instalaram-se em Ílhavo, onde fundaram a primeira casa da congregação e em cujas instalações funcionaram uma escola e o noviciado. Na escola, inaugurada em 24 de Setembro de 1876, era ministrado o ensino a meninas, especialmente, a filhas de pescadores. Havia também um infantário para crianças com menos de três anos de Idade. O asilo-escola designava-se de Nossa Senhora das Sete Dores. Mais tarde passou a chamar-se Asilo-Colégio de Nossa Senhora do Pranto. Havia, em 1876, 13 religiosas, 95 crianças externas e 37 internas. A instrução era gratuita.
Além do ensino, as religiosas de Ílhavo dedicavam-se ainda aos cuidados dos pobres, à assistência a doentes no domicílio e ao serviço do culto.
Ílhavo na actualidade
Ílhavo reabriu em 31 de Outubro de 2003, com uma comunidade de três irmãs, que se dedica à “Obra da Criança”. Além disso, as irmãs dão catequese e visitam os doentes. São leitoras e ministras extraordinárias da Comunhão.
Avanca, 1879-1882
Em Avanca, as Irmãs tomaram conta da escola, uma obra recém-criada. Eram cinco irmãs e ensinavam duas dezenas de crianças, incluindo 12 a 15 alunas internas. A escola encerrou em 1882 e a Congregação retirou as irmãs por não existirem condições mínimas para continuarem a sua obra.
Salreu, 1835-1992
Em 1835, as irmãs Franciscanas começaram a trabalhar no recém-construído Hospital-Asilo da Misericórdia em Salreu, concelho de Estarreja, e em 1838 tomaram a responsabilidade do “Ninho dos Pequeninos”, uma obra destinada a acolher crianças pobres, filhas de tuberculosos, com internato para crianças menores de três anos e um externato para crianças dos três aos sete anos.
Albergaria-a-Velha, 1938-1992
As Franciscanas de Calais estabeleceram uma comunidade no Hospital de Albergaria-a-Velha. Aí assistiam aos doentes e distribuíam a sopa diária na Casa dos Pobres, anexa ao Hospital. Em 1975, com a nacionalização do Hospital, as Irmãs, passaram a funcionárias do Estado. E em 1989 tomaram conta do Lar de Idosos, da Misericórdia, até 1992.
Aveiro, 1942-2003
A Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora foi chamada a prestar serviço no Hospital da Misericórdia na cidade de Aveiro, onde tinham estado em 1888. As Irmãs garantiam enfermagem, urgências e turnos da noite, limpeza, cozinha e lavandaria. Em 1974, com a nacionalização do Hospital de Aveiro, as irmãs passaram a viver em casa própria. As que tinham cursos de enfermagem ficaram funcionárias do Estado, com horário. Passaram por este Hospital mais de 50 irmãs.
