Cáritas quer “coração que vê e actua” em consciência

Ecos do Conselho Diocesano No dia 9 de Outubro, no Salão da Sé de Aveiro, reuniram-se cerca de 40 elementos dos grupos paroquiais da Cáritas para procurar um “coração semelhante ao do Bom Samaritano”, um “coração que vê e actua em consequência”, como lembrava o Santo Padre, em Fátima, no encontro com as Organizações da Pastoral Social.

Num primeiro espaço de formação, com a colaboração de dois elementos do Núcleo de Diálogo Social do Patriarcado de Lisboa, Jacinto Filipe e João Gamboa, foi possível reflectir sobre a importância de actuar directamente nas causas individuais e colectivas da pobreza e de alertar para a responsabilidade conjunta de autarquias, escolas, colectividades, família e também da Igreja. De uma forma muito concreta e próxima da realidade da diocese de Aveiro, os formadores, co-autores do livro “Acção Social na Paróquia”, partilharam experiências e projectos que permitirão reorientar o olhar deste “coração que vê” e que procura actuar em consequência.

Num segundo tempo, mais direccionado para a partilha, passou-se da reflexão à acção e logo se projectaram novos encontros e se reorganizaram estratégias para que a acção dos grupos Cáritas seja cada vez mais próxima do modelo que é o Bom Samaritano. Conscientes dos tempos difíceis que vivemos, procura-se agora, de forma especial, pensar e planear juntos a luta que é necessário travar contra a pobreza.

O segundo Conselho Diocesano da Cáritas deixou antever novos caminhos e maiores compromissos. Renovou a esperança.

Joana Condesso