A Igreja que vamos sendo

Revista Igreja Aveirense

Comissão Diocesana da Cultura

Ano VI, Janeiro / Junho 2010

266 páginas

É sempre com agrado que se regista o aparecimento de mais um número da “Igreja Aveirense”. O mais recente é relativo a Janeiro/Junho de 2010. A revista semestral vai no sexto ano de publicação.

Para além das secções sempre presentes, como sejam as dos textos do Bispo de Aveiro e do Bispo Emérito de Aveiro, afirma-se na “Apresentação” que este número quer “dar visibilidade e partilhar” iniciativas do âmbito da formação cristã, em sintonia com a programação diocesana, que na altura estava na segunda etapa do quinquénio. Há espaço, ainda, para a visita do Papa a Portugal. A revista “alegra-se com o «êxito» deste acontecimento singular” e transcreve a mensagem de Bento XVI na quarta-feira seguinte à visita, bem como uma entrevista ao jornalista francês Jean-Marie Guénois, do “Le Figaro”, que afirma: “[Bento XVI] sentiu-se tocado pela mobilização dos portugueses. […] A mobilização tem aberto as portas para o público global, que foram fechadas com a crise dos padres pedófilos. Basicamente, este lado revelou a verdadeira face da Igreja e, portanto, o verdadeiro rosto do Papa. Obrigado Portugal! Não o digo por demagogia barata, mas como algo muito pessoal. Quando trabalhamos há meses sobre esta notícia sórdida da pedofilia e depois vemos a força do testemunho do povo português, isso também nos faz bem a nível profissional. Esta não é uma concessão, mas uma observação subjectiva de um jornalista objectivo: algo aconteceu em Portugal e em Fátima, em particular”.

Não sendo possível enumerar todos os assuntos desta revista (só o índice são 10 páginas), destaquem-se as secções relativas ao Ano Sacerdotal, com um artigo sobre a formação dos presbíteros, pelo P.e João Alves, e textos dos Bispo de Aveiro e dos Bispos do centro de Portugal (“Carta aos Padres das suas dioceses”), e a secção das “Pessoas Notáveis”. Neste número, fala-se de Rosa Branca Vieira Torrão (Ílhavo, 6-10-1032 – 12 de Agosto de 2009).

Rosa Branca foi professora de Educação Moral e Religiosa Católica, História e Português. Esteve ligada à Acção Católica, Missão Regional, Pastoral Juvenil e Cáritas. P.e Georgino Rocha, que coordena a revista, P.e José Fidalgo, José Bastos e Maria Luísa testemunham sobre “a mulher de armas” que dedicou toda a sua vida à Igreja.