Pastoral da Saúde apresenta plano para 2010/11

A Pastoral da Saúde pretende promover a saúde e prevenir a doença, mas também “humanizar as relações interpessoais e evangelizar a humanidade sofredora.

O Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde apresenta à Diocese o Plano de Pastoral para o ano de 2010/11. A sessão terá lugar no Seminário de Aveiro, no dia 5 de Dezembro, pelas 15h00, destinando-se a visitadores de doentes, ministros extraordinários da Comunhão, mensageiros da Mensagem de Fátima e demais interessados.

José Carlos Costa, coordenador do Departamento, explica que a Pastoral da Saúde é um “serviço organizado da Igreja, destinado a apoiar e acompanhar a pessoa em todas as suas fases da vida, seja crente ou não, saudável ou doente, assim como a sua família, em qualquer lugar em que se encontre”.

O primeiro objectivo deste ramo da acção da Igreja é promover a saúde e prevenir a doença, educando e incentivando para estilos de vida saudáveis. Por outro lado, a Pastoral da Saúde pretende “humanizar as relações interpessoais, evangelizar toda a humanidade sofredora e cooperar na salvação de todas as pessoas, principalmente quando a doença começa a incomodar ou uma pessoa se depara com situações de perigo iminente da saúde ou da própria vida”. “É uma pastoral que compromete todos os cristãos e pretende chegar a toda a gente, em todas as faixas etárias e fases da vida”, pelo que “não se esquece dos bebés em gestação que estão para nascer, das crianças desprotegidas, dos adolescentes e jovens em fase de crescimento cognitivo, dos adultos pressionados por factores stressantes, dos idosos isolados e indesejados, dos doentes que sofrem as vicissitudes das enfermidades de diferentes índoles, dos portadores de deficiência, dos órfãos, viúvos e viú-vas e de todas as pessoas que vivem em estado de luto ou em situação de pobreza humana”, adianta José Carlos Costa.

O campo de acção desta pastoral é muito vasto: no domicílio do doente, nos lares residenciais, internatos, estabelecimentos mi-litares, prisões, casas de saúde pública, hospitais, etc. “Digamos que onde estiver a pessoa, aí deverá estar atento e activo o agente de Pastoral da Saúde e/ou o assistente espiritual representativo da comunidade eclesial”, observa o director do Departamento Diocesano. “O acompanhamento espiritual e religioso é um serviço eclesial imprescindível à pessoa que se encontre impossibilitada de se deslocar ao seu local de culto habitual para lá nutrir e celebrar a sua fé. Isto significa, quando o cristão não pode deslocar-se à comunidade, que a comunidade deverá ir ao seu encontro e possibilitar a assistência espiritual e religiosa permanentes, proporcionando-lhe espaços e ocasiões de oração comunitária de ânimo e esperança”, realça José Carlos Costa.

Em contexto hospitalar, de acordo com a legislação actual, caberá ao doente solicitar junto dos serviços administrativos o desejo de receber a assistência e acompanhamento espiritual que precisa. “O ideal – alerta José Carlos Costa – é que todas as pessoas internadas ou em estado de dependência solicitem, desde a primeira hora, o serviço de acompanhamento espiritual, para que em nenhum momento da sua vida seja privada desse bem terapêutico de dimensão espiritual inestimável”, porque, o cristão deve ser sempre cristão, “na saúde e na doença”, na comunidade e fora dela, esteja na sua própria residência ou numa determinada instituição.