José Carlos ordenado diácono na abertura do Advento

No primeiro domingo do Advento, o Bispo de Aveiro ordenou diácono o seminarista José Carlos da Silva Lopes e convidou ao testemunho feliz da fé em contexto de mudança cultural

D. António Francisco ordenou diácono, em ordem ao presbiterado, o jovem José Carlos da Silva Lopes, da paróquia de Ribeira de Fráguas, seminarista em Coimbra, e instituiu leitor, em ordem ao diaconado permanente, o leigo José Figueira da Silva, da paróquia da Branca.

A celebração decorreu na Sé de Aveiro, na tarde do primeiro domingo do Advento, 29 de Novembro, sob chuva tão intensa que por momentos foi difícil ouvir o presidente da celebração e os concelebrantes.

O Bispo de Aveiro aludiu ao início da segunda etapa pastoral rumo à Missão Jubilar Diocesana, que durante a ma-nhã daquele domingo foi vivido principalmente nas comunidades paroquiais, pedindo que todos procurem “ser caminho aberto à formação”, para que a renovação comunitária seja possível. Referiu que os cristãos são chamados a ser Igreja num “quadro cultural diferente”, mas realçou que tais mudanças culturais, que afectam principalmente os mais novos, na escola e na família, não são razão para temer, “mas desafio para proposta e testemunho feliz da nossa fé”.

Direccionando as suas palavras para o “acontecimento eclesial maior” que é uma ordenação, D. António Francisco disse que imaginar caminhos novos adaptados ao mundo que a Igreja quer evangelizar exige pensar o ministério dos presbíteros, a vida dos consagrados e a formação dos leigos. “O momento convida-nos a um novo olhar, atento às vocações” (…). “Esperemos o tempo necessário para que o tempo de Deus se faça nosso tempo”, disse, alertando ainda para a necessidade de consciencializar todos os baptizados para a dimensão vocacional.

Antes da instituição e da ordenação, lembrou que o ministério de leitor é “para servir a fé, que tem a sua raiz na Palavra de Deus”. Ao que viria a ser ordenado diácono, disse: “Deus fortalece-te com os dons do Espírito Santo e confia-te a missão de ajudar o bispo e o seu presbitério no serviço da palavra, do altar e da caridade”. Acrescentou ainda as palavras que diria novamente no ritual de ordenação: “Crê o que lês; ensina o que crês; vive o que ensinas”.

No final de celebração, D. António Francisco dirigiu “uma palavra de alegria e agradecimento” às famílias e aos párocos, quer do novo ordenado quer do instituído. Saudou também os que “têm por responsabilidade a formação” dos seminaristas e dos candidatos ao diaconado permanente. Lembrou ainda “os que trabalham na pastoral vocacional” e os que “rezam pelas vocações e pela nossa fidelidade”.

J.P.F.