Na noite do dia 28 de Maio, encerrou-se, no Convento do Carmo de Aveiro, o ciclo de conferências «Um Convento na Cidade». As conferências decorreram na Sala dos Claustros do novo convento e tinham como objectivo apresentar o novo convento à cidade, para além do que se fizera no passado dia 3 de Abril, data da sua Bênção e Inauguração.
Nesta terceira parte do Ciclo, foram oradores Dr. Amaro Neves, investigador aveirense, e Frei Alpoim Portugal, provincial da Ordem, que decidira a sua construção.
Partindo do livro recém editado “D. Brites de Lara e Meneses, mecenas e benemérita aveirense”, o seu autor, Dr. Amaro Neves, dissertou sobre «D. Beatriz de Lara, uma feliz fundadora», mulher de grande caridade e relevo, estatura moral, piedade e benemerência, promotora da mulher e das instituições aveirenses. Esta intervenção impunha-se, porque, antes da construção do novo convento, a Comunidade renovara a cobertura da igreja do Carmo, que se encontrava em adiantada fase de degradação. É sabido que a Igreja do Carmo foi construída a expensas de D. Beatriz de Lara e Meneses; por isso é mais que justa a evocação da sua memória, quando passam 400 anos da sua chegada a Aveiro.
Ao Frei Alpoim coube a última comunicação deste ciclo. A sua palavra era muito aguardada, porque chancelara a decisão da construção do novo convento. As suas palavras confirmaram o lugar conventual como espaço de serenidade e paz, de encontro com Deus e comunhão de alegrias e esperanças dos homens e mulheres de cada tempo que a ele sobem. E ao Convento do Carmo vêm subindo muitas gerações, desde há cerca de 400 anos!
Face à agressividade das relações e confusão da vida actual, um convento é sempre convocatória para o sentido mais alto da vida e para a mais elevada espiritualidade de comunhão com Deus.
Coube ao Prior do Convento, Frei João Costa, encerrar o Ciclo. E fê-lo com palavras cheias de futuro e de esperança, agradecendo a estima geral que ao longo dos séculos Aveiro sempre devotou ao Carmo. Se é certo que o Carmo sempre recebeu da cidade o maior reconhecimento e carinho, também é certo que eles têm sido retribuídos. E a construção do novo convento e a requalificação da igreja é, nos dias de hoje, a melhor retribuição do Carmo à cidade.
