Missionários da Boa Nova em Bodas de Diamante Com 75 anos de vida, os missionários da Boa Nova foram à Cova da Iria para agradecer esta efeméride. “Encontramo-nos reunidos em Fátima para elevar ao Senhor a nossa acção de graças por vós, queridos Missionários da Boa Nova, uma comunidade de apóstolos que acolheu com amor a Boa Nova, e que, como Maria, dedicou a ela toda a sua existência” – afirmou o presidente da celebração, Cardeal Crescenzio Sepe.
A Sociedade Missionária nasceu do dinamismo missionário das Igrejas Diocesanas que estavam em Portugal e que, de há muito, se organizavam e preparavam para a acção missionária. A 3 de Outubro de 1930, o Papa Pio XI dotou-a com as primeiras Constituições e nomeou o seu primeiro Superior Geral, D. João Evangelista, que mais tarde seria o primeiro bispo da diocese de Aveiro restaurada. Em 13 de Junho de 1940, na Carta Apostólica “Saeculo Exeunte Octavo”, o Papa Pio XII, saudando a nação portuguesa nos oitocentos anos da sua história e dirigindo-se aos Bispos de Portugal, afirmou: “Tendes no meio de vós, e sem dúvida o apreciais condignamente, um monumento insigne da solicitude que merece a esta Sé Apostólica a educação das vocações missionárias, e é a Sociedade Portuguesa para as Missões Católicas Ultramarinas, fundada pela providência e energia do Nosso imortal Predecessor Pio XI, de v. m., a qual é para nós igualmente objecto de especiais cuidados e esperanças”.
A Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN) festeja este ano os 75 anos, sob o lema “75 anos em Missão com Ele”. No passado mês de Março, celebrou-se, em Roma, uma eucaristia presidida pelo Cardeal Crescenzio Sepe, com a qual a Santa Sé quis reconhecer o valor do trabalho desempenhado por esta sociedade portuguesa em todo o mundo. A SMBN é uma Sociedade de Padres diocesanos e de Leigos que se consagram por toda a vida à evangelização do mundo: actualmente, tem 130 membros, entre sacerdotes e leigos, presentes em Portugal, Moçambique, Brasil, Angola, Zâmbia e, desde 1998, também no Japão. O Superior Geral da SMBN, Pe. António Couto, lembra, na mensagem que escreveu aos membros da sociedade pelas celebrações das bodas de diamante, que “75 anos em missão com Ele” é uma constatação e uma herança, mas pretende ser também um programa, um desafio, uma provocação para nós, hoje”.
