Doze guardas-nocturnos preparam-se para a ronda Vão andar fardados e armados, mas não são da PSP, nem da GNR, nem da Polícia Municipal. São os novos guardas-nocturnos, licenciados pela Câmara Municipal de Aveiro, e vão fazer a ronda, da meia-noite às seis da manhã, em zonas específicas das freguesias da Vera Cruz (3 áreas), Aradas (3), Glória (2), Esgueira (2), Cacia (1) e S. Bernardo (1). Os primeiros doze já estão no terreno a angariar clientes e “entram ao serviço” nas próximas semanas. Dentro de dias, abrirá um segundo concurso, para preencher zonas de S. Jacinto, Esgueira, Santa Joana, Eixo e Glória.
Domingos Cerqueira, vereador responsável pela Polícia Municipal e Protecção Civil, referiu na apresentação dos guardas-nocturnos que estes homens “são uma força muito ansiada pelas juntas de freguesia do concelho”. “Não considero Aveiro uma cidade insegura, mas vão acontecendo situações, como vidros partidos e garagens vandalizadas”, que justificam este serviço – defendeu o vereador. Para Araújo Abreu, capitão da GNR, os guardas-nocturnos não são resposta a uma eventual falta de meios da GNR, mas representam uma “mais valia”. “Todas as ajudas são importantes para o combate à criminalidade, que tem contornos diferentes”, disse. Interrogado sobre o uso de armas de fogo, Araújo Abreu realçou que “esse uso está legislado e os guardas nocturnos submetem-se à lei, como qualquer cidadão que tenha licença para uso e porte de arma”.
Guilherme Carapeto, comandante da esquadra de Aveiro da PSP, referiu que a sua força policial tem permanentemente dois carros em patrulha pela cidade e que a existência de guardas-nocturnos será “um complemento à actividade”.
Estes doze homens estão agora “no terreno” para angariar clientes – comércio, pequena indústria, particulares… que poderão pagar entre 20 e 30 euros por mês pelos seus serviços – e preparam-se para receber formação da PSP e da GNR. Quem estiver interessado nestes serviços de vigilância nocturna pode contactar a sua junta de freguesia.
