Pensam que as pilhagens, as violações e os assaltos à mão armada, que eclodiram em Nova Orleães, nunca teriam acontecido na maravilhosa e civilizada Europa? Pensem bem. Isso já aconteceu aqui, em todo o nosso continente, há 60 anos apenas (…). Recordem que voltou a acontecer na Bósnia há apenas dez anos. E nem sequer foram casos de “força maior” provocados por desastres naturais: na Europa foram furacões provocados pelo homem.
Timothy Carton Ash
Público, 11-09-05
Sendo os EUA uma superpotência estratégica e cultural, muita gente alimenta a ilusão de que toda a América vive como os Ewing da série Dalas. Ora a pobreza nos Estados Unidos e a sua eventual relação com as origens rácicas e nacionais da população estão registadas nas estatísticas públicas.
Eduardo Cintra Torres
Público, 11-09-05
As torres da Torralta já foram tudo a que tinham direito. Símbolos de progresso num país pacóvio, símbolos pacóvios num país de progresso. E, agora, sobretudo símbolos do atraso num contexto discursiva-mente dominado pelo ambientalmente correcto.
Paulo Cunha e Silva
Diário de Notícias, 10-09-05
A campanha [para as presidenciais] deve esclarecer o pensamento dos candidatos sobre os problemas do País e o contributo que esperam poder dar para os superar. Haverá muita demagogia e alguns golpes baixos. Mas o português tem mais maturidade do que alguns políticos pensam.
Proença de Carvalho
Diário de Notícias
O Presidente Lula tem um aspecto que é simbólico para o Brasil. É a primeira vez que um operário chega a Presidente da República e isso é um património do país. (…) É preciso evitar que a falta de liderança de Lula acabe por destruir o símbolo.
Fernando Henriques Cardoso
Público, 09-09-05
A ética republicana exige competência, devoção ao serviço público, transparência, disponibilidade para abandonar o cargo exercido a outros melhores. (…) A ética republicana exige que o funcionário sirva a República e proíbe-o de se servir da República para promover os seus fins pessoais ou os de um determinado grupo.
Jorge Sampaio (na inauguração do Colégio das Abelhinhas), 07-09-06
Chamado a decidir, o povo vai querer Valentim, Fátima Felgueiras, Isaltino e Ferreira Torres. E se é isso que o povo quer e é isso que os políticos lhe dão, o problema não é a democracia. O problema são os portugueses.
Miguel Sousa Tavares
Público, 09-09-05
