Hábitos sadios

Olho de Lince Começamos a desabituar-nos, mesmo nos meios rurais, de dar os bons dias, as boas tardes, as boas noites… Mesmo os mais conhecidos, simulam miopia, distracção, preocupação, para seguirem o seu caminho, sem cumprimentar o seu conterrâneo, o seu vizinho, às vezes até o seu familiar.

Mas as boas práticas educativas continuam felizmente a existir. E, não raro, pais e avós investem, com delicadeza, nesta tarefa de reconhecer e se fazer conhecido: “Cumprimenta o tio! Cumprimenta a prima! Dá um beijinho ao senhor! Diz boa tarde a esta amiga da Mamã!”…

E, pouco a pouco, os pequenitos lá vão percebendo que não são ilhas, que não são o centro do mundo, que entre as pessoas há laços de união. Foi uma observação persistente neste verão. E concluí que, afinal, ainda há muita gente que preza um trato educado e se preocupa em o transmitir aos mais novos, com resultados indiscutíveis. Vale a pena continuar: é a pouco e pouco que se retomam hábitos sadios.

Q.S.