“Tenho disponibilidade e vontade para apresentar a minha candidatura à eleições presidenciais”, afirmou Luís Botelho Ribeiro, professor na Universidade do Minho e antigo professor da Universidade de Aveiro, na área da electrónica e telecomunicações, na apresentação da sua sua candidatura, no dia 8 de Setembro, em Aveiro. Botelho Ribeiro quer ser candidato contra os “erros do governo, a má fortuna e a floresta ardente”, disse, adaptando um soneto de Camões, e tem como grande objectivo, se alcançar a “condição adminsitrativa das 7500 assinaturas”, “elaborar um programa cívico com uma metodologia participativa e inovadora”. Ou seja, reconhece que poucas possibilidades terá de ser o próximo Presidente da República, mas quer aproveitar a oportunidade para “mudar a atitude [dos portugueses] enquanto cidadãos e lutar pelo alargamento do espaço de participação nas decisões a tomar quanto ao futuro” de Portugal.
O candidato a candidato apresentou a sua intenção em Aveiro, pelas ligações à cidade, visto que estudou na academia aveirense, foi presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, colaborador do Centro Universitário Fé e Cultura e é membro da Confraria de S. Gonçalo, mas também porque, afirmou, “Aveiro é a cidade da inovação, do CET [antigo nome do centro de investigação da PT Inovação), das Bugas, da universidade em primeiro lugar no ranking [segundo um investigador de Lisboa, entretanto muito rebatido], de Santa Joana, que opta pela descentralização, e da liberdade, com os Congressos da Oposição Democrática”.
Presidência em Guimarães
Luís Botelho Ribeiro considera-se apartidário, embora tenha militado num dos grandes partidos. “Alguns amigos dizem que sou o esquerdista mais à direita que conhecem; outros, que sou o direitista mais social que encontraram”, afirmou.
Entre as ideias fortes do seu programa estão: o aprofundamento do “Espírito de Guimarães”, isto é, a busca do sentido original da identidade portuguesa, que, segundo o candidato, passa pelo simbolismo da “transferência da Sede da Presidência para o Paço dos Duques”, na cidade minhota; o fim do monopólio dos partidos no sistema político português; uma educação de qualidade, contra as ilusões e tentações do facilitismo; a aposta na inovação e na ecologia; e a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural; e a questão dos incêndios. “Se [o Governo] não conseguir criar condições para que em Portugal a área florestal queimada seja em cada ano inferior a 100.000 Ha de floresta, obviamente demito-o!”, afirmou. Na Internet, o candidato apresenta-se em www.botelhoribeiro.org.
O pré-candidato sofreu ontem um acidente de viação, que não deverá pôr em causa a candidatura. Botelho Ribeiro encontra-se no hospital de Penafiel em recuperação.
J.P.F.
