CGTP-IN quer 400 euros de salário mínimo

Fixar o Salário Mínimo Nacional em 400 euros, a partir do dia 1 de Janeiro de 2006, e melhorar o poder de compra das pensões, foram duas das propostas aprovadas no plenário distrital que a União dos Sindicatos de Aveiro / Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional realizou, em Aveiro, para dirigentes, delegados sindicais e Membros de Comissões de Trabalhadores, em que também esteve presente Carvalho da Silva, secretário geral da CGTP-IN.

Os sindicalistas exigem “uma mais equilibrada repartição da riqueza, assegurando-se o cresci-mento real dos salários, tendo presente o aumento do custo de vida, a produtividade” e a aproximação à média da União Europeia, dos quinze. Igualmente, estão dispostos a “redobrar esforços na luta em defesa do desenvolvimento do sector produtivo, contra o desemprego, os encerramentos de empresas e despedimentos selvagens e pela criação de emprego e emprego com qualidade”.

Sobre o actual governo, os dirigentes sindicais notam que “não há uma estratégia de desenvolvimento que rompa com modelo de baixos salários apesar de claramente esgotado. A política centrou-se na vertente orçamental subalternizando a vertente económica, com as consequên-cias que daí resultam ao nível dos salários, do emprego, dos direitos dos trabalhadores dos sectores privado e público e, consequentemente, para o próprio desenvolvimento de Portugal”.

Os sindicalistas constatam ainda que “os salários de milhares de trabalhadores do distrito, bem como a pensão de reforma de milhares de reformados, são baixíssimas, o que não favorece a dinamização do mercado interno e a criação de postos de trabalho”.

C.F.