Boas práticas educativas

Olho de Lince São novos. Às vezes são portadores de uma preparação científica adequada, nem sempre correspondida por uma prática pedagógica realista; e, bastantes vezes, a morar em personalidades pouco conscientes da tarefa educativa, sem princípios de dedicação, de amor à causa, que se torna o suporte didáctico por excelência.

Registei com agrado o empenho destes três professores jovens, num saudável colóquio sobre as questões e situações da educação. Diante das seduções da facilidade, que os nossos tempos lhes propõem, seria mais cómodo não se preocuparem com as crianças, os adolescentes, os jovens, que lhes vêm ter ao trabalho. Poderiam, como tantos outros, debitar matéria e avaliar aquisição de conhecimentos. Mas preocupa-os que os alunos cresçam, que adquiram competências, de ciência e de vida, enfrentando corajosamente a demissão das famílias e o papel perturbador do ambiente geral desleixado e do consumo televisivo.

Vale sempre a pena investir nas boas práticas educativas. Mais do que a consciência do dever cumprido, sobra a satisfação de ver que a sementeira acaba por dar frutos.

Q.S.