Frases da Semana

“Creio que é um sinal sumamente favorável, para não dizer providencial, o facto de que todo o peso das obras que se hão-de realizar gravite sobre os ombros de homens como o senhor, nosso comum amigo, o presidente De Gasperi e eu próprio, persuadidos da vontade de desenvolver e de realizar o novo edifício da Europa sobre pilares cristãos. Creio que, ao longo da história européia, poucas conjunturas tinham favorecido perspectivas tão favoráveis para levar a bom termo esta obra como as actuais”.

Carta de Conrad Adenaurr a Robert Suchman [com De Gasperi, são considerados os pais da União Europeia], em 1951, citada por Bento Domingues

Público, 27-11-05

O político é olhado como alguém que exerce uma profissão desconsiderada. Alguém com um certificado de incompetência, um diploma de oportunismo ou com uma doença vergonhosa.

José Manuel Barata-Feyo

Grande Reportagem, 26-11-05

Não nos iludamos. Se os processos de decisão encalharem nas gavetas dos burocratas, (…) o destino do ‘plano tecnológico’ de Sócrates será o mesmo da ‘Agenda de Lisboa’ de Guterres: o cemitério das boas intenções.

Sérgio Figueiredo

Jornal de Negócios, 25-11-05

Não é o ‘maná’, não é palpável, não vive de subsídios do Estado. Não é o ‘milagre’ que nos vai resolver todos os problemas. É, antes de mais, um caminho onde as instituições públicas podem servir de impulso e, ao mesmo tempo, elas próprias serem sujeitos desta mudança.

Jorge Coelho

Diário de Notícias, 25-11-05

Portugal tem os seus próprios desafios a vencer e já sabemos quais eles são. O que às vezes parecemos querer ignorar é que eles não se resumem à luta pelo poder, mas exigem saber usá-lo em benefício do país.

Teodora Cardoso

Diário Econômico, 24-11-05

A política está muito necessitada de ética, transparência e responsabilização. É o que falta também à justiça portuguesa. A tentativa de sequestro do poder político não é um bom augúrio.

António José Teixeira

Diário de Notícias, 23-11-05

O que teria movido os sindicatos [na greve dos professores] seria uma vez mais uma lamentável ausência de solidariedade para com um governo que tomou medidas corajosas (…) e aquela tendência dos sindicatos para se tornarem forças de conservação e mesmo reaccionarismo, face às mudanças do mundo que manifestamente não entendem (e que conduz a uma dessindicalização vertiginosa em toda a Europa). É triste, quando se trata de profissionais que têm por função compreender o mundo.

Eduardo Prado Coelho

Público, 23-11-05