A nossa cultura católica é um equívoco. Os portugueses são católicos no baptizado, no casamento e no funeral. (…) Não temos actualmente uma cultura católica digna desse nome, excepto a que vive guardada nos museus, nos textos clássicos, nas igrejas e monumentos. Não há um jornal católico decente, as editoras católicas difundem beatices, há poucos intelectuais e ainda menos artistas católicos, e a ignorância sobre os fundamentos do cristianismo é galopante. Enquanto a Igreja portuguesa anda convencida da sua extrema importância, por causa do sucesso da pífia Rádio renascença e de algumas vitórias pontuais, o nosso catolicismo está em vias de desaparecer no campo da cultura.
Pedro Mexia
Diário de Notícias, 06-12-05
Quem quer que tenha passado pelos bancos da escola sabe que, sem provas de avaliação rigorosas, não existe estímulo para se estudar com afinco e determinação nem é possível comparar os alunos entre si.
José Manuel Fernandes
Público, 08-12-05
O termo “pátria” está de regresso. Ainda bem; faz-nos falta um patriotismo moderno e mobilizador.
José Manuel Fernandes
Público, 10-12-05
Biologicamente, somos tão inteligentes como os outros, mesmos os suecos. O que hão há é condições para que esta inteligência desabroche. (…) O ecossistema é mais favorável em Portugal à estupidez do que à inteligência.
José Júdice
Independente, 08-12-05
Vivemos em sociedades que vivem para os media. Todos actuam para o flash. Cada vez mais para o boneco.
Rui Teixeira Motta
Diário Econômico, 09-12-05
O êxtase depois da vitória do Benfica mostra que há, entre nós, sede de milagres. Se não chegam da política (…), que venham os do relvado.
Nuno Rogeiro
Jornal de Notícias, 09-12-05
A civilização do conforto que temos vindo a construir, de que o automóvel será um dos maiores símbolos, tem os seus custos e os alertas dos ambientalistas deixaram de ser apenas folclore.
João Morgado Fernandes
Diário de Notícias, 11-11-05
Se prevalecer a tendência de encarar as eleições como confronto de pessoas e correntes ideológicas, que vêem as coisas diferentemente, no respeito por princípios e regras claras, ter-se-á avançado no modo de encarar e fazer política.
Diogo Pires Aurélio
Diário de Notícias, 11-11-05
