Revela estudo efectuado pela UA Um estudo da Universidade de Aveiro, realizado no âmbito do Projecto “Sal – Sal do Atlântico”, revela que o sal aveirense “é próprio para consumo humano, tanto do ponto de vista microbiológico como químico, não havendo distinção relevante entre as diferentes marinhas”.
Segundo esse estudo, “a humidade e a matéria insolúvel são os dois parâmetros em que o sal marinho de Aveiro se encontra mais afastado dos limites admitidos, pelo que podem e devem ser melhorados”.
“A composição volátil do sal marinho de Aveiro mostrou que a informação sobre as características de aroma associadas a este produto podem ser eventuais marcadores da origem do sal de Aveiro. Esta análise poderá dar indicação sobre a envolvente ambiental das salinas, nomeadamente a presença de compostos poluentes, podendo a sua monitorização e despiste ser importante para conquistar a confiança dos consumidores”, pode ler-se neste documento, que realça o facto: “no sal de Aveiro não foram encontrados poluentes acima dos permitidos por lei”.
A caracterização do sal sob o ponto de vista químico e microbiológico foi efectuada pelos Departamentos de Química e de Biologia. As análises sedimentológicas foram realizadas pelo Departamento de Geociências.
Estas últimas análises visaram efectuar uma avaliação granulométrica (tamanho médio dos grãos que constituem o sedimento de fundo das salinas), geoquímica (elementos químicos presentes nos sedimentos) e mineralógica (identificação de minerais presentes). A conclusão dessas análises foi que “todos os parâmetros se encontram dentro dos limites admitidos, não evidenciando contaminação significativa, pelo que se podem considerar como sedimentos de boa qualidade”.
A importância ambiental das marinhas
O Projecto “Sal – Sal Atlântico – Revalorização da identidade das salinas do Atlântico, recuperação e promoção do potencial biológico, económico e cultural das zonas húmidas costeiras”, coordenado pelo Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, também estuda outras questões.
Assim, o Departamento de Biologia está a fazer a avaliação da importância faunística e florística actual das salinas de Aveiro, e ensaios de medidas de gestão dirigidas à promoção da diversidade e abundância. O estudo pretende avaliar o número de espécies e de indivíduos que usam as salinas, as condições em que o fazem e as características do habitat que determinam esse uso, a fim de tentar propor algumas medidas de gestão e de novos usos potenciais. Como as marinhas são habitats artificiais, esse estudo contribuirá para o projecto da reconstrução e criação de habitats artificiais utilizáveis pelas aves.
A UNAVE está a actualizar o Sistema de Informação Geográfica e a base de dados do salgado, com o levantamento da ocupação das marinhas, tanto as activas como as usadas para piscicultura, dos locais de captura de água para o abastecimento das marinhas e do fluxo das marés para a definição do ambiente geográfico e agro-industrial que condiciona o salgado de Aveiro.
