Conhecidos os pares Vera e Cruz vencedores Já havia uma Vera e um Cruz em carne e osso (adultos que assumem o papel da menina Vera e do menino Cruz) e em fantoches. São figuras que de vez em quando aparecem às crianças do jardim de infância do Centro Social Paroquial da Vera Cruz (CSPVC), Aveiro, para fins pedagógicos. Agora há mais catorze pares Vera e Cruz, de trapos, um deles com a possibilidade de ser reproduzido até ao milhar.
Os prémios do concurso de bonecos de trapos foram atribuídos na passada sexta-feira. Alcina Mendes (1º), Júlia Melo (2º) e Maria do Cardal (3º) foram as vencedoras do concurso, que comemora os 35 anos da instituição, que se completam no dia 6 de Fevereiro.
Alcina Mendes, a autora do par vencedor, teve a ajuda da sua filha mais nova, que frequenta o jardim de infância do CSPVC. Durante a confecção dos bonecos, a filha de 3 anos foi sugerindo a cor das roupas e alertando para alguns pormenores como “falta o coração”, o que levou a mãe a bordar um coração por baixo da roupa da Vera e do Cruz.
Os bonecos podem ser “um instrumento pedagógico muito útil para a aprendizagem da diferença de género, da tolerância e do corpo humano”, reconhece Alcina Mendes, habituada a fazer bonecas de trapos para as suas duas filhas.
A ideia do concurso partiu de Isabel Vasconcelos, socióloga da instituição, numa “chuva de ideias” entre funcionários. O acolhimento da iniciativa foi tão positivo (14 concorrentes – encarregados de educação, funcionários, utentes – e um interesse alargado) que Paula Hipólito, directora de serviços do CSPVC, põe a hipótese de uma segunda edição do concurso, no final do ano. “Não sabia que havia tanta arte por aí”, disse o Pe Rocha, presidente da direcção, na revelação dos vencedores.
O menino Cruz e a menina Vera serão agora reproduzidos pela UCTL – Unidade de Costura Têxtil Lar, empresa de inserção do CSPVC. Paula Hipólito pensa que poderão ser feitos cerca de um milhar, que serão vendidos aos familiares das quinhentas crianças que frequentam a instituição e aos amigos do CSPVC.
