Jornada de empates deixou O Beira-Mar perdeu uma excelente oportunidade de voltar a ampliar a vantagem que detém sobre os seus perseguidores. No Estoril, o empate a uma bola, longe de comprometer, não satisfaz porque aos auri-negros só a vitória interessa!
A circunstância – Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril; árbitro da partida: Olegário Benquerença, de Leiria; ao intervalo 0-1; resultado final 1-1; marcadores: Roma 20’ e Bernardo Vasconcelos aos 78’
Sequência – Augusto Inácio já havia afirmado estar a viver o melhor momento da época e os números confirmam-no: o Beira-Mar não perde desde o dia 25 de Setembro do ano transacto (a única derrota da época) e somava 3 vitórias consecutivas (Maia, Covilhã e Marco). A consequência imediata foi a criação de um fosso de 5 pontos para o Olhanense e de 11 pontos para o terceiro posto. O técnico pediu então outras 3 vitórias, como forma de tornar a subida quase uma inevitabilidade, numa altura em que os seus adversários denotam algumas quebras de rendimento. Não conseguiu a primeira vitória (faltaram 15 minutos), mas isso não deve tirar o sono aos responsáveis aveirenses.
O jogo – Não foi um grande espectáculo de futebol, apesar de, a espaços, ter havido alguma intensidade e bons pormenores. Numa primeira parte morna, os aveirenses colocaram-se em vantagem pelo inevitável Roma, a corresponder da melhor forma a um cruzamento de Jorge Leitão. Na etapa complementar, entraram melhor os aurine-gros, na tentativa de marcar o 2º golo, mas os avançados desperdiçaram soberanas ocasiões de “matar” o encontro. Aos poucos o Estoril começou a acreditar e a dispor de oportunidades para alvejar com sucesso a baliza de Srnicek. Depois do golo canarinho, Inácio ainda tentou a vitória lançando Miran e Zé Roberto, mas sem efeito.
Regressos – Buba, reforço de Inverno proveniente do Estoril, aproveitou a lesão de Alcaraz para reencontrar os seus antigos companheiros, desta feita com outro equipamento vestido.
Próximo desafio – Na próxima jornada, o Beira-Mar recebe o Leixões, dispondo de soberana oportunidade para deixar este adversário directo na luta pela subida a uns quase inalcançáveis 14 pontos de distância, a 10 jornadas do fim (30 pontos em disputa).
Nuno Caniço
