Dedicação “sacerdotal”

Olho de Lince Chegou-me a informação. Não é a primeira vez. Mas nem por isso deixa de merecer vir às páginas do jornal, para reconhecer o mérito e propor o exemplo.

A crise da pequena paciente era agudíssima. Todos estavam a preparar-se para o pior, cientes da gravidade da doença. As complicações pareciam lançar numa voragem sem retorno aquela vida franzina.

O médico esteve a observar atentamente. Prescreveu a medicação e, como é normal, confiou aos cuidados da enfermagem a tarefa de a ministrar. A surpresa chegou uma vez mais. As reacções da doentinha assustaram. Chamou-se o médico, que gozava o merecido descanso, no convívio familiar.

E aqui se inicia o processo que merece o título deste texto. À cabeceira da pequena, atento e interventivo, só virou as costas quando a doença deu sinais de recuar. Sem olhar a tempo, sem olhar a “direitos”, consciente e coerente com a sua missão de dar vida, de ser pela vida! Verdadeiro “sacerdote” da vida!

Q.S.