Olho de Lince A conversa girava em torno do testemunho da primitiva Comunidade cristã, que “vivia num só coração e numa só alma”. E perguntava-se que vigor, que expressões tinha hoje esse testemunho.
Às vezes, procuramos coisas espectaculares, quando temos ao pé da porta, no suceder simples do dia a dia, traços evidentes dessa vida comunitária, que encanta e anima: verdadeiras reservas de humanidade e de autêntica vida cristã.
E lá vieram essas pequenas situações: a hortelã, bem sucedida nas suas sementeiras, que reparte as suas plantas com as que foram mal sucedidas; a recíproca ajuda nos trabalhos agrícolas, sem prévia requisição; a idosa que não passa um domingo sem visitar os doentes vizinhos, com o “miminho” que lhes costuma preparar…
No turbilhão da ferocidade do egoísmo, estas brisas fazem-se sentir, são notadas e interrogam os que se fecham em si, que matam o seu tempo, que se arrastam no tédio da vida. E, como ao princípio, estas pessoas granjeiam a simpatia de todo o povo!
Q.S.
