Alegria de Taizé inundou o Porto

Milhares de jovens cristãos, vindos de 23 países, ofereceram no fim-de-semana alargado de Carnaval um colorido diferente ao Porto, com a sua participação no Encontro Ibérico de Taizé, promovido por esta comunidade ecuménica, radicada em França, e a diocese local.

O Bispo do Porto assinalou que o objectivo destes dias era “proporcionar a todos estes jovens, em particular aos da Diocese, um tempo forte de encontro, no sentido mais completo do termo: encontro com Deus na oração e, a partir daí, um encontro com os outros, uma experiência de Igreja”.

“Não há cristianismo a sério, nem para os adultos nem para os jovens, que não tenha esta dupla dimensão da oração e da partilha”, acrescenta.

A alegria foi o mote desta festa, uma alegria que “perdura”, diz D. Manuel Clemente. Os participantes “muito activos e muito disponíveis”, são um testemunho dessa alegria, que não é “de encomenda” ou “periférica”.

Os vários dias de encontro encerraram-se no Dragão Caixa (Pavilhão do FCP), com oração e meditação do irmão Alois, prior de Taizé. Na despedida dos peregrinos deixou o seu reconhecimento “pelo acolhimento que recebemos”.

“Gostaríamos de dizer obrigado do fundo do coração às famílias e a todos aqueles que abriram as suas portas com tanta generosidade. Obrigado aos senhores bispos, aos senhores padres e aos responsáveis das Igrejas que apoiaram a preparação. Obrigado às autoridades civis, às instituições locais e a todos os que deram a sua colaboração”, disse.

O único português da comunidade, Ir. David, expressou à agência Ecclesia a sua satisfação pela forma como decorreu este encontro, com “momentos intensos de oração” e uma participação “motivada” dos jovens nas actividades propostas.

Perante o número de participantes, estimado em 6500, este responsável não esconde a sua “surpresa”. “Nunca nos passou pela cabeça que houvesse tanta gente, os espaços que tínhamos previsto eram mais pequenos”, admite.

Destes dias, assegura o irmão David, fica “uma grande esperança para o futuro”, porque “há coisas muito bonitas que estão nos jovens e vêm ao de cima, quando os provocamos”.

Na sua mensagem final, o Ir. Alois deixou um apelo aos participantes: “Queremos escolher a simplicidade de vida para promover a partilha, a solidariedade, a utilização responsável dos recursos do nosso planeta”.