Na sua recente visita ao concelho de Estarreja, o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, anunciou uma nova alteração do modelo institucional do futuro Gabinete de Gestão da Ria de Aveiro, organismo criado pelo governo de Durão Barroso, mas que nunca chegou a ser concretizado, devido a diversos condicionalismos políticos (mudança de governos) que impediram a respectiva promulgação pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.
O governo, liderado por José Sócrates, não deu seguimento ao projecto dos seus antecessores (Durão Barroso e Santana Lopes), avançando agora com um novo modelo para o organismo de gestão de Ria de Aveiro.
Francisco Nunes Correia afirmou que o governo não irá criar novas infra-estruturas administrativas, e que a gestão da Ria de Aveiro ficará inserida na nova orgânica prevista na Lei da Água, que prevê a delegação de poderes em entidades locais e regionais. Em Aveiro, será criada uma extensão da Administração dos Recursos Hídricos, a qual irá protocolar, com as autarquias e as associações, intervenções a desenvolver na ria de Aveiro.
Sobre este assunto, o presidente da AMRia – Associação dos Municípios da Ria, Ribau Esteves, sublinhou que “estamos a negociar com o Ministério do Ambiente este dossier, que é bastante complexo”. No entanto, prometeu, para breve, revelar o resultado dessas negociações e apresentar um relatório “muito profundo” sobre essa matéria.
C. F.
