“Se é padroeira, é intercessora; é modelo. Santa Joana é o maior património espiritual da cidade de Aveiro”. As palavras são de D. António Marcelino,
no dia 12 de Maio.
Perante uma assembleia que enchia por completo a Sé Catedral e incluía o executivo municipal, vereadores, presidentes de Junta e outras autoridades, o Bispo de Aveiro apontou Joana de Portugal, que assumiu a “loucura de deixar tudo o que habitualmente seduz”, como “estímulo para todos nós aveirenses” e em concreto para políticos e jovens. Exemplo para políticos, porque a Princesa teve “horizontes largos”, “capacidade para ir além do imediato”. Não se limitou a “projectos que se confinam no tempo”. Com o exemplo daquela que, para realizar o seu projecto, escolheu Aveiro, os políticos aveirenses devem “continuar a correr”, a “prosseguir planos de ir mais além do transitório e imediato”, porque “todas as pequenas vitórias são passageiras”, disse D. António Marcelino.
Por seu turno, a “gente nova da cidade e da diocese” foi exortada a conhecer mais esta “riqueza de Deus e de Aveiro”, que, por opção por Deus, “trocou as voltas ao projecto que seu pai, Afonso V, tinha para si” e veio para esta cidade viver o seu “plano de ir mais além”, à semelhança de S. Paulo, que renunciara a todas as coisas por causa de Cristo (leitura do dia). Dirigindo-se aos cinco jovens que foram investidos Cavaleiros de Santa Joana, D. António lembrou que a principal obrigação que têm, como amigos de Joana, é serem “bons filhos e bons estudantes”. Às oito novas aias o Bispo de Aveiro aconselhou que perguntassem à Princesa: “O que tens para me dizer?”
Mesmo no fim da Eucaristia, D. António Marcelino saudou alguns populares de Salselas, povoação da diocese de Lamego cuja padroeira é igualmente Joana de Portugal, e agradeceu publicamente o trabalho de renovação da Irmandade de Santa Joana levado a cabo pelo eng. Manuel Bóia.
