Presidente da Câmara lembrou passado liberal da cidade Élio Maia, no seu primeiro Dia do Município como presidente da Câmara, invocou o passado liberal de Aveiro e o “legado espiritual e moral da Infanta Joana”.
Clemente da Silva Melo Soares de Freitas, Francisco Manuel Gravito da Veiga e Lima, Francisco Silvério de Carvalho Magalhães Serrão, Manuel Luís Nogueira, Clemente Morais Sarmento, João Sousa Pizarro, “despedidos da vida em idade precoce”, foram recordados enquanto “aveirenses que perfilharam o liberalismo como um princípio inato à condição humana e por ele pugnaram até às últimas consequências”, merecendo o epíteto popular de “Mártires da Liberdade”. Os Congressos da Oposição Democrática foram igualmente referidos, visto que constituíram uma “ousadia só possível a homens de carácter vigoroso, e a cidadãos de esclarecida consciência cívica”.
Sobre Santa Joana, Élio Maia sublinhou que a Princesa “abdicou do conforto da corte, optando por viver na então humilde Vila de Aveiro, desprendeu-se da comodidade palaciana para habitar no Mosteiro de Jesus (…) para se dedicar aos valores espirituais e ao serviço dos outros”. “Na herança de Santa Joana, revisitamos a frugalidade e a contemplação espiritual, em oposição ao consumo desenfreado e ao hedonismo hodiernos”, disse o presidente da Câmara, antes de agradecer aos 24 funcionários da CMA que este ano completaram 15 ou 25 anos de serviço.
Como impunha a ocasião, Élio Maia lembrou ainda os motivos de distinção de pessoas e entidades agraciadas com Medalhas Municipais.
Núcleo de Arte Contemporânea
A Sessão Solene ficou igualmente marcada pela inauguração da Galeria dos Presidentes, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e pelo anúncio do protocolo com o Instituto das Artes e a Universidade de Aveiro. O acordo permitirá instalar na antiga estação dos caminhos-de-ferro um núcleo de arte moderna, que “fará de Aveiro um concelho mais aprazível, em sintonia estética e funcional com a contemporaneidade”, disse Élio Maia, referindo que obra de artistas como Pomar, Cargaleiro, Vieira da Silva e Catarina Baleiros farão parte do espólio.
Ao Correio do Vouga, o vereador da Cultura, Capão Filipe, revelou que a intenção do protocolo é dotar Aveiro com uma colecção de obras de arte que faça da cidade “o terceiro destino cultural em termos de arte contemporânea”, logo a seguir a Lisboa e ao Porto.
