Os exames

Ponta de Lança Começaram, pois claro!

Começaram estes, os que são feitos nesta altura do ano, porque afinal existem todos os dias e ao longo de toda a vida. No entanto, só o termo é imensas vezes aterrador: exames! Dá vontade de fugir para longe, de os evitar.

O acto de analisar, de verificar com minúcia, concretiza-se nas ciências da saúde (ao sangue, ao coração…), para ficar apto para conduzir, na ciência jurídica, nas relações humanas, nos negócios, na simples aquisição de uma peça de fruta… tantos exames!

O que é que estará subjacente a esse momento simples e, quase sempre, crucial para a continuação de hábitos e rotinas que ganham novos contornos após essa experiência?

Por um lado, poder-se-á constatar que a tensão que o momento exige obriga a um desgaste suplementar da pessoa. Porém, do outro lado, o pasmo perante a possibilidade de insucesso é, não raras vezes, superior à convicção em alcançar os objectivos de cada etapa, de cada momento, de cada exame.

E, quando parecia normal abordarmos a temática proposta para este apontamento, tratando as razões que proporcionaram, impediram ou obrigaram cerca de 15% dos 63.601 alunos inscritos no Exame Nacional a faltarem às Provas de Português A e B, sentimo-nos na contingência de elevar (salvo seja!) o assunto a coisas mais “transcendentais”. Por que é que a selecção nacional de futebol, no campeonato do mundo a decorrer na Alemanha, está com receio do “exame” que terá de enfrentar nos oitavos de final? Será que estes portugueses estão malucos? Não imaginam a tensão que provocam nos dez milhões (da metrópole) e nos outros todos pelo mundo?!

Apropriando-nos de Susanna Tamaro, todos acabamos por ir, nestas coisas difíceis, aonde nos leva o coração. Aí, no recôndito espaço onde tudo se encontra e onde os exames, sejam eles quais forem, têm de ser o que são: momentos para aceder ao estádio seguinte!

Desportivamente… pelo desporto!