À porta de quem bateremos?

Senhor, à tua porta eu bato

e ao teu tesouro invoco piedade.

Sou um pecador que, por muitos anos,

abandonou teu caminho.

Deixa-me confessar os meus pecados,

fugir deles e viver na tua graça.

À porta de quem bateremos,

Senhor misericordioso, senão à tua?

Quem nos sustentará em nossas quedas,

se tua misericórdia não interceder junto a ti,

ó rei a cuja majestade se prostam também os reis?

Pai, Filho e Espírito Santo,

sede para nós uma cidadela fortificada,

um refúgio contra os perversos que nos combatem

e contra as suas potências.

Protege-nos à sombra das tuas misericórdias,

quando os bons forem separados dos maus.

O canto de nossa oração

seja uma chave que abra a porta do céu;

e nas suas fileiras os arcanjos digam entre si:

como deve ser doce o canto dos humanos

para que o Senhor atenda tão depressa

as suas invocações!

Da Liturgia Eucarística Siríaca