Os santos

Reaprender… para viver melhor Estamos a sair de uma temporada de festas “em honra” de santos. É, de facto, um desaforo: tantos títulos de festejos cobertos com a capa de um nome de santo (a), da Virgem Maria, do próprio Cristo… sem grande coisa que tenha a ver com a caminhada dos cristãos para a santidade.

Provavelmente, isto acontece porque perdemos a noção do que é um santo, uma santa. Criatura como nós, tocado (a) pela fragilidade humana como nós, é alguém que acolheu o apelo de Jesus Cristo e procurou, na sua vida quotidiana, as formas de maior fidelidade à vontade de Deus.

Por essa razão, foram canonizados. Cânone significa norma, regra. Isto quer dizer que a sua vida foi considerada capaz de ser regra, de ser norma para a nossa vida. E, por tal motivo, a celebração da festa de santos deveria ser, sobretudo, a acção de graças a Deus pela coragem dos que escolheram ser-Lhe fiéis e a ocasião de pôr os olhos nas suas vidas para os tomar como modelo e apoio na peregrinação cristã.

Quando é que teremos a coragem de não brincar às “festas religiosas”?

Q.S.