Olho de Lince Os adultos, com frequência, têm receio de enfrentar as situações dolorosas extremas, especialmente o facto que a todos toca – a morte. E laboram no erro de querer “poupar” os mais pequenos a esse sofrimento.
Felizmente há sempre gente que assim não pensa. E que tem o condão de ajudar os mais pequeninos a perceber que o avô ou o pai morreu, que não vai estar connosco como estava até aqui; mas que continua no nosso coração, a velar por nós, a ser da nossa família, num convívio que é de silêncio, mas que não deixa de ser íntimo.
Não foi difícil levar aquela menina a despedir-se do pai. E, longe de lhe ficar uma imagem mórbida desse encontro, há-de guiá-la na vida a recordação desse momento doloroso mas reconfortante.
E honra seja à educadora, que ousou levar mesmo o mais pequenino a despedir-se do pai. Tudo feito em clima de serenidade, fora de barafundas, com a família próxima a sofrer também esses impactos. O luto verdadeiro, com o choro sincero, não traumatiza. Alivia e consolida o desejo de se darem as mãos para retomar a esperança!
Q.S.
