A luta contra a corrupção exige mais discrição e mais resultados. Em Portugal há muito espectáculo e depois nada de concreto acontece.
Jorge Coelho
Correio do Manhã, 14-10-06
Corruptos somos todos, uns com a moedinha ao arrumador, outra com a nota ao contínuo – outra com os milhões no offshore… Lá no fundo, no fundo, é tudo a mesma coisa; o mal somos mesmo nós, somos assim…
Ruben de Carvalho
Diário de Notícias, 13-10-06
O sistema de justiça não funciona. E a impunidade é o desfecho certo dos casos mais mediatizados. Resultado? A dissuasão não existe, propaga-se a ideia de que o crime compensa.
Sérgio Figueiredo
Público, 13-10-06
Atracção pela morte é um dos sinais da decadência. (…) Discute-se o aborto. Discutem-se os casamentos homossexuais (por natureza estéreis). Debate-se a eutanásia. Promove-se uma cultura de morte.
José António Saraiva
Sol, 14-10-06
Resolver o problema dos abortos clandestinos ou dos dramas por eles causados passa essencialmente por medidas que nada têm a ver com uma consulta ao eleitorado. (…) O referendo, pesem todas as cautelas do lado do ‘sim’ e do ‘não’, vai ser uma ferida.
Henrique Monteiro
Expresso, 14-10-06
Portugal está a viver uma fase de paranóia neoliberal (…). A sociedade vive tempos em que, se calhar, não é muito simpático remar contra a maré. Mas é preciso remar contra a maré.
Manuel Carvalho da Silva
Diário de Notícias, 10-10-06
Hoje, falar com os principais responsáveis da CGTP ou da UGT é o mesmo que falar há dez anos.
Bagão Félix
O Diabo, 10-10-06
O mundo em que aprendemos a viver habitualmente acabou. Os chineses já não se satisfazem com uma taça de arroz diário, os indianos já não se limitam a ser uma recordação de postal ilustrado nas memórias dos ocidentais, as empresas agrícolas brasileiras tornaram-se gigantes mundiais… e nós, na Europa, e muito particularmente, em Portugal, temos de mudar de vida. E para isso temos também de falar de política. É claro que isso custa muito, até porque implica desmontar muitos dos mitos em que assentámos o nosso mundo. Mas, goste-se ou não, alguém mentiu àqueles funcionários públicos que desfilaram em Lisboa, quando lhes garantiu um emprego para toda a vida, uma reforma intocável, escola gratuita…
Helena Matos
Público, 14-10-06
