Ponta de Lança Muhammad Yunus, do Bangladesh, e o Banco Grameen, que fundou, foram distinguidos com o Prémio Nobel da Paz pelo trabalho no desenvolvimento de oportunidades económicas e sociais entre os mais pobres.
O economista e o seu banco, que partilharão o prémio, no valor de 10 milhões de coroas suecas (cerca de um milhão de euros), foram distinguidos pelos esforços na ajuda ao desenvolvimento económico e social no Bangladesh, através de programas inovadores, como o microcrédito.
A Comissão Nobel, ao justificar a decisão para 2006, sublinhou que todo e cada indivíduo no mundo tem o potencial e o direito de viver uma vida decente. Em várias culturas e civilizações, Yunus e o Banco Grameen têm demonstrado que mesmo os mais pobres dos pobres podem trabalhar para o seu desenvolvimento.
Portugal tem futuro!
O novel contributo na atribuição deste Nobel da paz – pela primeira vez no género – faz incidir a nossa reflexão sobre os ambientes e as causas de todos os prémios Nobel da paz (segundo Alfred Nobel: “A pessoa que tivesse feito a maior ou melhor acção pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz”). 2005, a Mohamed ElBaradei (egípcio); 2004, a Wangari Maathai, ambientalista e activista dos direitos humanos (queniana); 2003, a Shirin Ebadi, activista dos direitos humanos (iraniana), defensora da implantação da democracia no seu país; 2002, a Jimmy Carter, ex-Presidente dos Estados Unidos da América, “por décadas de esforços incansáveis no sentido de encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, em prol da democracia e direitos humanos, promovendo o desenvolvimento económico e social”; 2001, às Nações Unidas e ao seu Secretário Geral Kofi Annan (ganês)… Todos os laureados (desde 1901) perspectivam, genericamente, o pressentimento que a paz é sinónimo de pobreza, isto é, o lugar onde a paz ainda é possível! Ou então, onde é mais fácil abrir campos de batalha (com e sem aspas)!
E para que não restem dúvidas sobre a natureza iminentemente desportiva deste apontamento, falta acrescentar o que verdadeiramente nos levou a tão grande intróito: queremos apresentar, já, a candidatura da função pública (professores incluídos) e do futebol português a Nobel da Paz 2007! Reúnem as condições: pobres e casos perdidos!
Desportivamente…pelo desporto!
