Ponta de Lança O mais recente aponta para Fernando Alonso! O Espanhol acaba de se sagrar campeão do mundo de Fórmula 1, pela segunda vez!
Roger Federer?! Sim, está na frente, em ténis masculino.
Mas em primeiro lugar, sem dúvida, o Benfica! É o primeiro do ranking. Mais campeonatos, mais taças de Portugal, mais cadeiras no estádio, mais promessas por cumprir… Ah!, mais cartões vermelhos (para fazer jus à cor das camisolas), mais inoperância, mais “azelhice” por metro quadrado, etc. Grande Benfica!
– Não!
– Não?! Então, porquê? Do que é que estamos a falar? Não é dos maiores?! Ora! Será que temos de falar novamente da educação? O tema está gasto (também) nas pedras da calçada! Estas, já choram só de ouvir os professores! E com razão. Quem é que os suporta? Nem o Ministério da Educação! Não lêem os documentos, não trabalham, são uma classe corporativista… (É verdade! Todos os grupos com preocupações comuns têm espírito de corpo – até os Bombeiros! – que serão o grupo corporativo mais próximo do ser professor: passam a vida a socorrer, a salvar vidas com poucos meios; só se lembram deles em hora de aflição; vão para o combate em frentes de fogo onde ninguém consegue entrar; trabalham com parcos recursos; acorrem a todos com a mesma dedicação; vão para onde os mandam ou chamam; e, quando o resultado não agrada… são logo os culpados!).
O ranking mais mediático, entre nós, é o do resultado dos exames nacionais, é evidente!
Polémico, anedótico, contraproducente, pouco interessa! Está aí, vamos a ele.
Dez chaves de leitura importantes para o entender e, eventualmente, ser útil como objecto de estudo (começando pelas três mais universais): 1) a escola pública e a escola de gestão particular; 2) a predominância social no estabelecimento; 3) a implementação geográfica. Outras, mais pormenorizadas: 4) a melhor média (é baixa); 5) o intervalo entre a melhor e a pior média (cerca de 4 valores); 6) o número de provas de escola para escola; 7) a rede escolar do ensino secundário; 8) o percurso dos alunos no estabelecimento de ensino (terceiro ciclo e secundário na mesma escola ou, por razões não aludidas nem referenciadas, encaminhamento dos (potenciais) melhores para um lado e dos que têm mais dificuldades e que terão menos oportunidades para o outro – normalmente agravando o seu percurso escolar); 9) globalização de conteúdos programáticos; 10) opção fundamental: sucesso escolar ou resultados escolares? Inclusão ou diferenciação? Habilitações literárias ou saber? Massificação ou resposta às necessidades de formação do país?
Um dia, as comunidades educativas terão cursos e recursos, elaborarão conteúdos programáticos e matérias; desenvolverão competências e saberes de acordo com as suas necessidades. Todos os alunos, depois de atingirem o equivalente ao 12º ano, optarão por caminhos diversos que proporcionem realização pessoal e profissional e haverá universidades a promover exames de aferição de competências para a ciência, tecnologia, economia, cidadania, indústria, … e o ranking será espelho de alguma coisa importante!
Desportivamente… pelo desporto!
