Partilhando O Distrito de Aveiro arvora-se em rico em muitos sectores, designadamente económicos, sociais, densidade populacional, variedade territorial, mas, também, o vai sendo em casos de desemprego, de situações sociais que preocupam e de que maneira. Quanto maior é a nau, maior é a tormenta…
Hoje referimo-nos ao que lemos na comunicação social desta semana, no caso concreto no Primeiro de Janeiro.
Este velho e sempre actual matutino nortenho diz textualmente: “Apesar de um grande número de vítimas de violência doméstica ainda optar pelo secretismo, são apresentadas cada vez mais queixas deste crime semipúblico no Distrito de Aveiro. Para protecção das vítimas, uma Casa Abrigo em Ovar acolhe utentes vindas de todo o país.”
E o matutino esclarece mais pormenorizadamente, referindo que “dos crimes denunciados à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) em 2002, 90,3 por cento correspondem a participações relativas à violência doméstica. Destas queixas, dois por cento referem-se ao Distrito de Aveiro com cerca de 200 casos relacionados com a denúncia de violência conjugal”.
De qualquer maneira, acrescenta a articulista Ana Magalhães, “estes números podem não espelhar a realidade, porque a maior parte das vítimas opta pelo silêncio. Só quando não têm alternativas é que denunciam as suas situações às autoridades”.
Para Emília de Carvalho directora-adjunta do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro, há cada vez mais violência doméstica porque, actualmente, a legislação tipifica estas situações como um crime semipúblico. “Basta um vizinho fazer uma denúncia para a queixa avançar” — refere.
Se por um lado aplaudimos com as duas mãos a abertura destas casas (neste caso especifico a de S. Vicente de Pereira — Ovar, com uma capacidade para 10 utentes), não deixa de ser uma preocupação este estado de coisas. Há uma reflexão a fazer em matéria tão subtil, tão delicada, sensível, e procurar encontrar razões para este fenómeno que é geral. O caso não é novo, mas é de sempre, porventura, só que hoje a liberdade de expressão e os média badalam, clamam!
É de pensar, repensar e encontrar remédios.
