Reaprender… Para viver melhor É um tema várias vezes considerado por muitas pessoas, especificamente no que toca à sua integração na Celebração litúrgica e à sua necessidade dentro do templo. Torna-se imperioso insistir nesse valor, dada a facilidade com que é esquecido, por nós que presidimos, pelos que animam com o canto, pela generalidade dos fiéis que integram as assembleias.
O silêncio, frequentemente, fala mais alto do que a voz ou a música. Permite descer às profundezas de nós mesmos. Eleva-nos à contemplação maravilhada das obras do Senhor. É o clima indispensável para fazer que a Palavra e os acontecimentos desçam dos ouvidos e dos olhos ao coração e subam ao espírito.
O acolhimento, prévio às acções litúrgicas, sem ser mudo, pode ser silencioso, recatado, convidativo a entrar no lugar sagrado de coração à escuta. A preparação dos cânticos serve também para introduzir este ambiente de serenidade. Depois, na Eucaristia principalmente, momentos fulcrais nos ajudam a cultivar o hábito da escuta e a atmosfera de interiorização.
O silêncio após o convite para o acto penitencial, o silêncio depois da homilia, o silêncio durante a anáfora, o tempo silencioso de agradecimento e louvor após a comunhão são preciosas pausas; como na música, se não existirem, a sinfonia incompleta!
Q.S.
