“Ajudem a criar os homens de amanhã e não a destruí-los”

Colaboração dos Leitores – Carta aberta ao Primeiro-Ministro Exmo. Senhor Primeiro-Ministro

Antes de mais, peço desculpa pela ousadia que tomei em me dirigir a Vossa Excelência, mas os gritos que sinto dentro do meu coração me obrigam a tal. Sou casada e tive seis filhos. Cinco estão vivos. Tenho nove netinhos, que são para mim a luz do sol. São a luz que me aquece. São eles que me dão prazer e alegria de viver.

Vossas Excelências querem dar liberdade para matar os santos inocentes, como fez Herodes, que mandou degolar todos os pequeninos. Não vamos imitar o Rei Herodes, mas sim seguir a Jesus Cristo, que sofreu e morreu para nos dar a vida e com abundância.

No dia 13 de Maio, vou completar os meus setenta anos. Sofri muito para criar os meus filhos. Sou muito doente desde os meus trinta anos e muitas das vezes andava a trabalhar sem poder. Mas, Senhor Primeiro-Ministro, valeu a pena sacrifícios, trabalhos, preocupações, poupança em tudo. Nunca fui a nada de divertimentos, não conheço cinemas nem nada de coisas idênticas. Sempre me preocupei em poupar e em arranjar o que era preciso para os meus filhos. Também ajudei os que precisavam de ajuda. É isso que Deus quer. “Deixo-vos um manda-mento novo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, disse.

Senhor Primeiro-Ministro, digo-lhe, do fundo do meu coração, em vez de ajudarem a matar, dai-lhes antes o necessário para os criarem. Volto a dizer: não vamos imitar o Rei Herodes. Não queiram ser a destruição da obra de Deus. Temos que defender a vida. Eu sou pela vida. Quero seguir a Jesus e não a Sa-tanás. Deus deu-nos os dez mandamentos, quem os violar, não entrará no Reino do Céu. O quinto mandamento diz “Não Matarás”. O sim ao aborto é contra os mandamentos de Deus. Não vamos ser assassinos e criminosos. Não posso acreditar em tanta falta de amor e temor a Deus. Tanta falta de consciência! Deus é amor, ama a todos. Mas não destruam a vida de novas criaturas. “Deixai vir a mim, os mais pequeninos, que deles é o Reino do Céu”, disse Jesus.

Vamos destruir a obra de Deus? Não, não pode ser. O inocente não tem culpa do fim repentino da sua existência. O nosso dever é dar-lhe carinho e amor. Deus é que lhe deu o ser. Tem direito à vida. Deus é amor, é o maior amor. No início da sua obra Deus, criou o mundo. Os homens querem destruí-lo.

Cuidado, cuidado! Contra o poder de Deus não há resistência. Volto a dizer, ajudem a criar os homens de amanhã e não a destruí-los. Façam tudo para isso. Não ofendam mais a Deus, que já está muito ofendido. Lutem pelo bem e não pelo mal.

Bárbara Augusta de Jesus Oliveira Carvalho, Ílhavo