Os portugueses têm de perceber com clareza onde vão ser aplicados os 8,4 milhões de euros que entrem por dia no país entre 1 de Janeiro deste ano e finais de 2013.
Luís Filipe Menezes
Correio da Manhã, 18-01-07
Hoje, mais do que há duas décadas – quando se escolheu apostar nas infra-estruturas físicas -, temos a certeza de que o desenvolvimento depende totalmente da massa cinzenta.
Helena Garrido
Diário de Notícias, 17-01-07
Não nos tem faltado dinheiro. Não nos continuará a faltar subsídios. Eles estão garantidos numa quantidade porventura superior ao que precisamos, seguramente maior do que merecíamos. É gestão que falta.
Sérgio Figueiredo
Jornal de Negócios, 17-01-07
Ao fim de vinte e tal anos de fundos europeus e de anúncios sucessivamente ultrapassados, dá ideia que voltámos à estaca zero. E que já perdemos esta última oportunidade que agora supostamente se nos apresenta.
Constança Cunha e Sá
Público, 19-01-07
Salazar fez de nós o país mais retrógrado e subdesenvolvido da Europa; Cunhal tentou o que pôde para nos transformar numa Albânia. Ainda hoje pagamos a factura, económica, e intelectual, das suas heranças. Que uma grande parte dos portugueses ache que Salazar e Cunhal são dos maiores de sempre entre nós explica a razão pela qual somos actualmente o mais atrasado país da Europa.
Miguel Sousa Tavares
Expresso, 20-01-07
Antes trolha na Europa que campeão em África.
Francis Obikwelu
Única (Expresso), 20-01-07
O mundo não é um infantário e a Igreja não é feita só de meninos de coro. Se não existem sociedades sem conflitos, também não existe Igreja sem histórias de desentendimentos e divisões.
Bento Domingues
Público, 21-01-07
Um pai que abandona a filha aos três meses não merece apenas uma indemnização. Eu, por mim, incluía Baltazar na futura lista do 10 de Junho e entregava-lhe uma medalha de louvor e mérito. E o pai adoptivo? O pai adoptivo, pelos vistos, merece a choldra, a pobreza e a vergonha. A menos, claro, que a ciência dê uma ajuda e o homem engravide entretanto, para entretanto abortar no clássico vão de escada. Talvez nesse caso, o circo regresse à cidade e a trupe monte espectáculo para denunciar o atentado.
João Pereira Coutinho
Expresso, 20-01-07
