Apresentação de “E sempre o Amor” “A Isabel colou-se de tal modo a mim, que quase deixei de ser autora, para seguir a Isabel nos seus anseios e sofrimentos”, afirmou Maria Cacilda Marado, na apresentação da sua segunda obra literária “E sempre o Amor” (Ed. Padrões Culturais). Isabel, uma mulher que se separa do primeiro marido, que “durante tantos anos lhe causara tanto sofrimento, tantas vergonhas e tanta revolta”, é a personagem principal do romance. Não sendo uma obra autobiográfica, “E sempre o Amor” também não é uma ficção “quimicamente pura”. É a “história de uma personagem que acredita no amor e que, não obstante uma primeira experiência desastrosa e prolongada, não desanimou e continuou a persegui-lo até às últimas consequências, isto é, até encontrá-lo”, escreve Manuel Raimundo, no Prefácio.
A apresentação decorreu no Salão Paroquial de S. Bernardo, repleto de amigos e membros da comunidade, na noite de 20 de Janeiro, com animação musical de um grupo formado alunos, professores e funcionários da Esc. Secundária da Gafanha da Nazaré. Na ocasião, o Pe Luís Barbosa sublinhou que o casal Maria Cacilda e Manuel Raimundo são “pessoas empenhadas activamente na comunidade”.
Manuel Rodrigues, historiador, apresentando a obra, afirmou que esta “é um bom motivo para pensar num aspecto fundamental da sociedade actual”: o amor quando se caminha para a terceira idade.
O resultado das vendas de “E sempre o amor”, à semelhança da primeira obra, “Retalhos da Minha Infância”, reverte a favor da Fundação Padre Félix.
Para breve, a autora planeia novo título: “Meus alunos, meus amores”, sobre a parte da sua vida dedicada ao ensino.
Maria Cacilda, licenciada em História, com mestrado em Ciências da Comunicação e doutoramento em Ciências da Educação, foi professora de Português, História e Comunicação, em diferentes graus de ensino, ao longo de quarenta anos.
J.P.F.
E sempre o amor
Maria Cacilda Marado
Padrões Culturais Editora
95 Páginas
