E agora?

Ponta de Lança No epílogo de mais um ano futebolístico, com mais uma aventura do Beira-Mar pela Primeira Liga, as perspectivas de futuro são enigmáticas, a interrogativa é vaga, porque vagos são os lugares do plantel, da direcção (era para ficar entre os dez primeiros?!), das cadeiras no estádio.

Na verdade, haverá mais depois de agora?

Pela segunda vez, as Direcções do Beira-Mar tiveram de recorrer a grandes engenharias financeiras e arquitecturas estranhas (parcerias com capitais estrangeiros que deram dois contributos decisivos para o mesmo resultado, a descida). Será que o Beira-Mar, em futebol profissional, tem futuro?

Ainda mais, aquele estádio já soma a segunda descida em três anos de existência – talvez sejam coincidências?!

Duas notas ensombram o horizonte: ninguém sabe o que fazer para que o estádio seja rentável e ninguém sabe como proceder para que o Beira-Mar será viável.

Há ideias, há futuro mas isso custa muito: implica uma mudança abismal de mentalidade perante o clube, perante a cidade, perante os equipamentos que Aveiro tem. Isso é muito caro; não economicamente. É caro porque obriga a mudança de conceitos, a liberdades de acção consequentes, absorventes, sem esperar outra recompensa a não ser o trabalho bem feito.

Mas é isso que se faz! – poder-se-á dizer.

Aceita-se que sim. Todos estarão a dar o seu melhor mas não estão a conseguir. Portanto, em tudo como nestas duas realidades (estádio e Beira-Mar), é preciso uma análise aprofundada, aberta aos sócios e simpatizantes, aos munícipes. Há soluções, há modelos a aplicar. Modelos com iniciativa e criatividade que produzirão efeitos a curto-médio prazo. Porque um estádio daqueles fez-se para estar cheio (e quanto proveito isso acarreta) e Aveiro tem potencial para estar sempre… em primeiro! Mesmo a sério, para além dos slogans evasivos.

Aveiro merece mais, não merece?!

Desportivamente… pelo desporto!