Ecos do primeiro Encontro de Professores de EMRC da Diocese de Aveiro com D. António Francisco
Em Albergaria-a-Velha, na casa diocesana de N.ª Srª. do Socorro, reuniram-se os professores de Educação Moral Religiosa Católica (EMRC) a leccionar nas escolas da Diocese de Aveiro, na sexta-feira passada.
Em tempo de formação, com a partilha do Pe Francisco Martins, do Secretariado de Pastoral Familiar, os educadores questionaram o seu papel no contexto da família.
No Amor, há uma auto-estrada. O professor é aquele que guia os seus alunos por ela, numa realidade contemporânea difícil, em que não se olha muita para a beleza intrínseca das coisas, das pessoas, de Deus…
Perante a cultura do negativismo, dos problemas e dramas de que o professor de EMRC é por excelência confidente e testemunho, ele torna-se actor da vida, do Amor, na escola e na realidade social que ela transmite, carregada de valores influenciados (ou não) por nós… mas sempre pelos outros.
Cada pessoa tem uma missão pessoal. É, por isso, insubstituível. Todos têm, o educador em especial, de ser um guia pelo exemplo, pelo Amor, pelo testemunho. Os professores são e devem ser, por excelência, aqueles que caminham com as pessoas, para além das portas da igreja, contrariando o desequilíbrio do olhar sobre o mundo, sendo fiéis ao que existe de belo, de criado, ao divino manifestado em todas as coisas por mais simples que o sejam. Como educadores, devem seguir o seu coração e a sua consciência. Alcançarão assim o bem e ensinarão outros a alcançá-lo do mesmo modo.
Estendendo-se ao longo do dia, o encontro revestiu-se pela tarde de um cunho projector, já com D. António Francisco dos Santos. Reviram-se actividades elaboradas e projectaram-se futuras, num mo-mento em que poucos, mesmo em Igreja, valorizam, colaboram e se entusiasmam pelo espaço de crescimento, dentro da sociedade, que a EMRC proporciona e demonstra.
A vitalidade é essencial, na medida do Amor e da beleza de tudo.
Nada pode parar, noticiando-se assim a aprovação dos novos programas da disciplina, que serão trabalhados e divulgados a todos os docentes, em Setembro, em Fátima.
Na procura de dar voz à disciplina, planeia-se um inter-escolas nacional, com actividades que mostrem o que valem os jovens, o que valem as causas e o que valem os dois juntos.
Sentiu-se neste encontro a constatação geral de que cada vez mais é necessário estarmos na sociedade, actuar nela, humanizá-la. Em questões práticas e começando pelo início: uma educação integral. Os pais têm o direito pleno de exigir que Estado, de que fazem parte e para o qual contribuem, a garanta aos seus filhos.
Não acontece nada disto, registando-se que a EMRC, no 1º ciclo, funciona, na Diocese, apenas em Vilarinho do Bairro e Torreira.
Instalação, falta de activismo, demissão e acomodação podem justificar isto mesmo.
Contrariando a onda, os docentes, perante o Bispo, assumiram e assinaram um compromisso que devem viver todos dias: cumprir a sua missão, com garra e fazendo a diferença. Falta só o resto…!
Pedro Neto
SDERE
