Olho de Lince Era dia de Primeira Comunhão. Dia de festa, de algum nervosismo, por parte daqueles que são os protagonistas de primeiro plano na celebração – os pequenos e pequenas -, apesar de todo o trabalho de preparação.
Ali tínhamos um grupo interessante e interessado. Capaz de cantar, de ler, de participar na apresentação dos dons. Todos, até porque o grupo não era grande, exerciam alguma função. E aqui surge o interessante da história.
Há no grupo uma criança – uma menina – com algumas limitações. Ladeada, na celebração, por um rapaz algo turbulento. Também era seu par um outro rapaz.
À aflição da mãe, sempre receosa de algum comportamento imprevisto, a pequena, manifestando plena capacidade de compreender, foi dando sossego, por um desempenho normal. Mas o seu vizinho e o seu par tiveram seguramente um papel decisivo neste comportamento. O primeiro, porque lhe deu o toque de braço em tempo útil, para lhe lembrar o momento de actuar. O segundo, porque lhe deu carinhosamente o braço, quando se tratou de ir entregar a Nossa Senhora a sua flor.
Responsáveis – é o melhor que se pode dizer destes companheiros!
Q. S.
