Rectificação sobre os terrenos do Cemitério da Gafanha da Encarnação

Na edição de 28 de Março de 2007, dando notícia da homenagem ao Eng. Vasco Leónidas (que seria realizada no dia 31 de Março), o Correio do Vouga referia, a dado passo, que se devia à acção deste presidente da Junta de Colonização Interna (JCI) a dádiva dos terrenos onde está instalado o Cemitério da Gafanha da Encarnação bem como outras instituições de carácter social.

Na realidade, contrariamente aos dados de que o CV dispunha, Vasco Leónidas (1919-2005), presidente da JCI entre 1959 e 1969, não foi o responsável pela entrega do terreno do cemitério.

A leitora Maria Augusta F. Félix notou este erro e enviou a este jornal uma cópia da página da “Monografia da Gafanha”, do Padre João Vieira Rezende, que reproduz o “Auto de Entrega” do referido terreno. Na realidade, a área em causa está na posse da Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação desde 1930.

No “Auto de Entrega” pode ler-se o seguinte:

«Aos quinze dias do mês de Agosto de mil novecentos e trinta, na sede da sétima Regência Florestal em Aveiro, onde se achavam presentes os Excelentíssimos Engenheiro Sevicultor Chefe da primeira Circunscrição Florestal, Luis Guilherme de Barros Virgolino e o Regente Florestal Luiz Rocha, compareceu pelas doze horas, o cidadão João Ferreira Félix, casado, comerciante e presidente da freguesia da Gafanha da Encarnação, concelho de Ílhavo, comarca de Aveiro, que se apresentou como presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação, o que provou devidamente, a fim de receber uma porção de terreno com a superfície de dez mil metros quadrados, sito na Mata Nacional da Gafanha, conforme planta topográfica e que foi cedido à Junta de Freguesia de que é presidente, com destino a um cemitério, pelo Decreto número dezoito mil setecentos e vinte e nove de seis do corrente, publicado no Diário do Governo número cento e oitenta e um, Primeira Série e com a mesma data.

E tendo-lhe sido observado pelo mencionado Engenheiro Sevicultor Chefe, que o terreno não podia ter outro destino, deu-lhe posse do referido terreno, lavrando-se este auto que vai assinado pelos Engenheiro Sevicultor Chefe e Regente Florestal, pelo presidente da Junta da Freguesia da Gafanha da Encarnação, pelas testemunhas presentes Francisco Pedro e Francisco Alves, Guardas Florestais, em serviço na Sétima Regência e por mim Levi dos Santos Reigota, Guarda Florestal de terceira classe que o escrevi e li em voz alta para todos ouvirem.

Luiz Guilherme de Barros Virgolino, Luiz Rocha, João Ferreira Félix, Francisco Pedro, Francisco Alves e Levi dos Santos Reigota».

Agradecemos o reparo da Sr.a Maria Augusta F. Félix e pedimos desculpas aos leitores por este erro, que em nada afecta a acção de Vasco Leónidas em prol das gentes das Gafanhas.