Arcade Fire Chamam-se Arcade Fire, são canadianos e – diz a crítica – constituem a “trupe rock mais importante dos últimos anos”, só comparável aos Nirvana, Strokes ou White Stripes. No primeiro álbum, de 2005, falavam da morte. “Funeral”, assim se chamava, por causa do desaparecimento recente de familiares dos membros da banda. O segundo disco de originais, surgido no início deste mês, denomina-se “Neon Bible”. Porquê? Porque procuram a luz no livro dos livros. As canções de “Neon Biblie”, gravado numa igreja (numa das muitas que deixaram de ter culto devido à descida da prática religiosa do Quebeque, Canadá), inspiram-se na Bíblia e, com guitarras em tons épicos, falam de “fé, devoção, medo, apocalipse”.
“A nossa música é como a Bíblia, que não é um livro complicado. Cada passagem pode ser alvo de múltiplas leituras. (…) A fé induz à fé. Só sei que a maior benesse de todas é estar vivo. E isso também pode estar na música. Mesmo quando tudo parece sombrio, como para os escravos que trabalhavam nos campos de algodão no Sul dos EUA. Mesmo assim, cantavam”, afirmou Régine Chassagne, vocalista a par com Win Butler, ao Ípsilon (Público, de 2 de Março de 2007). As canções falam de “coisas intensas” de “modo intenso”. Quem já os viu ao vivo (em Paredes de Coura, 2005, por exemplo) diz que, nos concertos, acontece algo de “celebração” e “transcendente”.
