A coragem da verdade, mesmo que incómoda

Olhos na Rua O Cardeal Martini, de Milão, há pouco falecido, foi um exemplo eloquente do serviço à verdade, mesmo se a sua proclamação e defesa provocam incómodos. Só a verdade liberta.

A Igreja existe para propor, defender e testemunhar a verdade. Se o sangue de cristãos é semente de novos crentes, que seja semente de coragem o testemunho de um bispo sereno, firme, lúcido e interventivo, que abanou estruturas e foi ponte para muitos que estavam fora e com ele aprenderam a olhar Cristo e a Igreja de um outro modo. Mas não é este o dever diário de quem tem, por missão, tornar vivo e presente na sociedade um Cristo Irmão e Amigo e uma Igreja fraterna, serva da verdade e defensora dos mais pobres, injustiçados e não amados?

O testemunho do Cardeal Martini vai perdurar e ser estímulo para os que o conhecerem e à sua pessoa, obra e seu modo de ser bispo e pastor conciliar, nos tempos modernos, cheios de desafios, mas também de oportunidades.