A falar nos desentendemos

Dias positivos Na semana passada, contei uma “história de Napoleão” com fins comunicacionais. Hoje, para fechar este miniciclo, conto outra sobre o perigo dos mal-entendidos.

Estava Napoleão constipado, quando um dos seus generais (não com certeza o general Loison, que era maneta e andou pela Beira Alta e pela Beira Litoral a pilhar mantimentos para as tropas de Junot, dando origem à expressão “ir para o maneta…”) entra nos aposentos imperiais e pergunta:

– Imperador, o que devo fazer com os turcos?

Referia-se a duas centenas de soldados capturados numa batalha.

Napoleão tossiu e disse:

– Ma sacrée toux! (tradução: ”Minha santa tosse!”)

O general ouviu “Massacrez tous!” (tradução: “Massacrai-os a todos!” – pronuncia-se exactamente da mesma forma que a outra frase), saiu do palácio e fuzilou-os.

Não sei se a história é verdadeira (espero que não, a bem dos duzentos turcos), mas é um bom exemplo de que aquilo que dizemos nem sempre é aquilo que os outros ouvem. E aquilo que ouvimos nem sempre é o que os outros dizem. Por vezes, a falar não nos entendemos, embora a conversa ainda deva ser a melhor forma de nos entendermos.

J.P.F.