Revisitar… a catequese Hoje vamos revisitar o Directório Geral da Catequese. Surpresa?… Servir a Palavra a toda a gente, sem restrições nem inadequação, não é uma eminente competência da Caridade?… Muitas vezes não precisamos de inventar campos de trabalho; basta abrir os olhos para o que fazemos.
Tenho presente aquele rosto de sorriso aberto, que se abeira algumas vezes da comunhão, numa das comunidades confiadas ao meu serviço pastoral. Sei quanto foi difícil um determinado sacerdote aceitar que fizesse a primeira Comunhão. Foi gratificante para os pais que o bispo, com outro tacto pastoral, entendesse a pretensão de receber o Crisma.
Aquela jovem percebe perfeitamente o espaço sagrado, o clima de celebração, o acto que se está a celebrar. As suas dificuldades de comunicação não nos permitem ir mais longe em perscrutar o seu íntimo profundo. Mas dá sinais de perceber que há coisas certas e coisas erradas.
Ao falar dos destinatários da Catequese, o Directório Geral (DGC), na IV parte, no capítulo III, consagra alguns parágrafos à catequese para situações, mentalidades e ambientes especiais. Vale a pena determo-nos, em futuras reflexões, sobre os aspectos concretos a contemplar. Hoje, basta enumerar as situações, para darmos conta do terreno imenso que se abre à fantasia da Caridade.
A catequese para deficientes e inadaptados (1), a catequese para as pessoas marginalizadas (2), a catequese para grupos diversificados (profissionais e culturais) (3), a catequese de ambientes (4), são itens de um processo empolgante mas exigente, que se coloca a todos os responsáveis pelo anúncio da Boa Nova.
1 – Catequese para deficientes e inadaptados (DGC – 189)
Antes de mais, é fundamental a convicção de que eles (elas) são objecto de predilecção especial da parte do Senhor. Também a certeza de que os progressos na pedagogia para estas situações tem de impulsionar todos os agentes educativos cristãos a procurar uma forma específica de lhes anunciar o Evangelho. Por exemplo: Quantos agentes de Catequese dominam a língua gestual? Quantos operamos à vontade com o braile?…
É sempre de recordar que o primeiro lugar desta pedagogia especial é a família. No caso que acima citei, a Mãe tem sido a mediação mais expressiva. O trabalho tem de ser eminentemente personalizado. Mas sem esquecer que não pode fazer-se à margem da consciência de responsabilidade de toda a comunidade de pertença. Pelo que “é preciso que a comunidade seja constantemente advertida e envolvida”. (cont.)
Q.S.
