Ponta de Lança A comunicação e o saber comunicar são uma arte!
É interessantíssimo verificar como os seres humanos, mesmo quando usam particularidades linguísticas díspares, conseguem estabelecer comunicação! Depois surgem os campos de investigação, de pesquisa, de análise, a linguística (com a semântica, a fonética, a fonologia, a morfologia, a sintaxe,…) e aparecem as propriedades que todas as linguagens têm em comum, os conhecimentos que uma pessoa deve ter para ser capaz de usar uma determinada linguagem, etc.
Esta beleza das ciências sociais e humanas também se expressa nos contrários, no mundo dos opostos, nos arcaísmos, nas técnicas arcaicas, no universo museológico das civilizações.
Todos sabemos a gasta anedota sobre a evolução semântica de pharmácia, não sabemos? Antigamente era com Ph e hoje?…
Ao contemplarmos o conceito e as práticas farmacêuticas, intui-se que a única evolução estará centrada na terminologia! As práticas continuam arcaicas: os velhos almofarizes; as velhas e as novas doenças a serem remediadas (de remédio, claro!); os receituários com nomes estranhos ao paciente; os custos; … e as farmácias de serviço! Aqui sim, é verdadeiramente de outro mundo! É difícil de compreender, quando a determinadas horas da noite há uma farmácia de serviço a funcionar onde é menos precisa (algumas longe dos centros urbanos; sem qualquer possibilidade de transporte de um lado para o outro)! Uma farmácia anexa ao hospital, ou centro de saúde, não seria o mais aconselhável? O atendimento é feito de acesso reservado. Não seria mais justo colocar segurança permanente nessa farmácia? Afinal… é a única de “serviço” (entre aspas porque aquilo não é serviço)!? A sala de espera é a rua (para pessoas em todos os estados, graves, menos graves, acompanhadas, sozinhas,…)! Não deveria ser obrigatório, no mínimo, uma antecâmara “tipo multibanco” de algumas agências bancárias? As formas de pagamento muitas das vezes têm de ser em dinheiro ou fornecendo os dados pessoais ao farmacêutico para este debitar via cartão multibanco! Segurança? Para quem?
Ainda na comunicação, fazemos uma pequena visita ao último Beira Mar – FC Porto, em futebol!
Isto é espectáculo! Tudo é analisado ao pormenor: muitas câmeras, muita imagem,… os árbitros com equipamentos de fino recorte, aparentes sistemas de comunicação entre os vários juízes, apitos dourados,… tudo em grande, tudo à rica!
Apenas existe um pequeno “senão”! Nos momentos decisivos, os lances marcantes da partida são comunicados por um sistema de sinais homógrafos, baseado na movimentação de um par de bandeiras!? Incrível! É que para esta técnica funcionar (vá lá…arcaicamente bem!) são necessárias duas bandeiras em cada faroleiro. O facto de só haver duas, uma para cada um,…só pode dar asneira!?
E com isto, mais uma vez, o Beira Mar naufragou!
Problemas de comunicação ou forças de pressão, isto é, expressão!?
Desportivamente… pelo des-porto!
