A Liga Europeia

Ponta de Lança A imagem de um país pobre, inculto, humilde, degradado, tende lentamente a desaparecer dos clichés clássicos sobre Portugal. A iconografia social do país já ultrapassou um pouco a olaria de Rosa Ramalho (Barcelos), de Bordalo Pinheiro (Caldas) ou da multiplicidade representativa nas faianças nacionais.

É curioso notar que o Governo Português ao assumir a presidência rotativa da União Europeia o tenha feito, pelo menos no que concerne a actos públicos, com quatro iniciativas típicas: uma festarola (era um concerto de música erudita, é certo, na Casa da Música, também é certo, mas não deixa de ser uma festarola!), um repasto (era um jantar na Câmara Municipal do Porto, é certo, mas, enfim, uma jantarada à moda do norte!) e uma passeata (era um cruzeiro no Douro, para aproximar – alguns – Comissários Europeus da realidade portuguesa, é certo, mas não deixa de ser uma passeata!).

Pelo meio há uma reunião de intensíssimo trabalho, para quê? Para Bruxelas e Portugal assinarem o novo Quadro de apoios financeiros da UE, que se traduzirá em investimentos de 40 mil milhões de euros em Portugal, até 2013.

O denominado QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), para 2007-2013, foi ratificado, e prevê a atribuição a Portugal de fundos comunitários no valor de 21,5 mil milhões de euros, a que deverão juntar-se cerca de 20 mil milhões de euros de investimento  público e privado português. 

O QREN é considerado o último instrumento decisivo para a nova etapa de aproximação de Portugal dos níveis médios de desenvolvimento e de riqueza da União Europeia.

Mas há quanto tempo é que andamos nesta pedinchice?!

Tudo o que nos possa dar qualquer coisa… estamos lá.

Depois da Aliança com a Inglaterra, da entrada nas Nações Unidas, na NATO, na CEE (agora União Europeia), onde é que há mais qualquer coisinha? No NAFTA? No Mercosul? Na Commonwealth? Vamos, inscrevam-nos, desde que dê…

Um país tão esforçado merecia melhor! E apesar de tudo, se não fosse tudo (o que recebemos), como é que isto estaria?

Quando a exigência aperta… normalmente esquivamo-nos em subterfúgios. É pena!

Desportivamente… pelo desporto!